Uma alimentação sem carne é possível?

As perdas e os ganhos de uma dieta vegetariana

Martha Steffens

Foto: Priscila da Silveira

Exemplo de prato vegetariano: inclusão de outras fontes de proteínas, como a soja (Foto: Priscila da Silveira)

O vegetarianismo está sendo cada vez mais usual entre os jovens. Porém, muitos não sabem como substituir a carne por outros alimentos equivalentes. Para essa mudança, procuram nutricionistas, informações na Internet e conversas com amigos que já aderem a essa prática. Muitas vezes, a visita ao nutricionista é necessária não apenas ao que se refere à alimentação, como também para tranqüilizar os pais de que essa nova prática não colocará em risco a saúde daquele que resolver banir a carne da sua alimentação.

Conforme Thaís R. Marcon, 21, estudante de Ciências Biológicas da Unioeste em Cascavel (PR), procurar a nutricionista serviu para ambos os aspectos: “Procurei mais para tranqüilizar minha família, para mostrar que isso não traria deficiência alguma na minha alimentação, muito pelo contrário, só benefícios. No começo, eles ficaram assustados, afinal é uma coisa nova e diferente”, declarou Thaís.

A estudante afirma que a escolha profissional e por um novo modo de vida foram fatores decisivos em sua escolha. Além desses fatores, documentários também serviram de referência para escolher um ponto de vista sobre o assunto: “Tive um impulsinho de alguns documentários a que assisti na faculdade: A Carne é Fraca (2005) e Terráqueos (2005), mostram bem o que acontece com os animais até o bifinho prontinho chegar na prateleira do supermercado”.

Segundo a nutricionista Roberta Casarin, 26, a dieta vegetariana apresenta tanto benefícios quanto malefícios à saúde: “Hoje já temos vários estudos que demonstram tanto os benefícios quanto os riscos de uma dieta exclusivamente vegetariana. Entre os benefícios podemos citar uma melhora no perfil lipídico da pessoa (diminuição dos níveis de colesterol total e LDL – lipoproteínas de baixa densidade), diminuição na ingestão de calorias e, consequentemente, emagrecimento, além de apresentar baixo risco para doenças crônicas, como a hipertensão arterial, por serem fonte de vitaminas, fibras, minerais e antioxidantes. Já entre os riscos pode ser citada a deficiência de cobalamina (vitamina B12) levando à anemia megaloblástica e pode haver a deficiência de ferro associada, mascarando este tipo de anemia”, afirma Roberta.

Para aqueles que decidem seguir uma dieta vegetariana é necessário substituir a falta de proteína proveniente da carne por outras fontes como: proteína de soja, leite, suco, alimentos ricos em ferro (feijão, couve, beterraba), grãos de todos os tipos, além do levedo de cerveja. Na dúvida, um nutricionista pode auxiliar na organização de uma dieta livre de carne e, por que não, repleta de saúde.

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