Piercings podem trazer riscos à saúde

Condições de higiene precárias e reações adversas do corpo são as principais complicações do uso de piercing

Luiz Fernando Barp

A estudante Camila Araújo exibe sua coleção de piercings (Foto: Luiz Fernado Barp)

O body piercing transformou-se num dos maiores símbolos da liberdade de expressão e de estilo entre os jovens nos últimos anos. Camila Araújo, 20, estudante de Jornalismo, possui 4 piercings e 2 alargadores em seu corpo. A  jovem aderiu à moda com 14 anos para se sentir inserida num estilo rock’n roll. Ela e milhares de jovens do país carregam adornos de aço cirúrgico em seus corpos, mas muitos não sabem que eles podem ser porta de entrada para infecções e doenças.

piercer (colocador de piercing), Simone da Cruz, 25, conversou com o Prosa e Prozac sobre os cuidados que se deve tomar durante o processo de perfuração: “Colocam-se as luvas, abre-se o esterilizador e tira-se o material para a incisão. O cliente fica sentado enquanto é feito o trabalho. Não há gritos e nem sangue. O processo é rápido”, diz ela.

Contudo, o farmacêutico Robson Borba, 24, alerta que os piercings oferecem riscos, principalmente relacionados à saúde bucal: “As mucosas são mais suscetíveis a processos infecciosos por serem regiões úmidas. Dessa forma, adeptos podem sofrer traumas dentários – trincas e fraturas -, retrações gengivais, feridas, irritação, alergia e inflamação locais”.

A piercer Simone da Cruz realizando a aplicação da joia (Foto: Luiz Fernado Barp)

Após a perfuração, o ideal é lavar a região com sabonete anti-séptico que possua anestésico local e  bactericida. Robson informa que é necessário usar os produtos até o fim do processo de cicatrização. Aconselha também a alternar o uso do spray com uma solução fisiológica estéril e a mover o piercing enquanto aplica-se o produto para que toda a região perfurada fique protegida.

Alguns cientistas demonstram em seus trabalhos que o uso de piercing na mucosa oral leva a alterações nas células semelhantes a processos do câncer. Porém, esses não são conclusivos. Outro risco é as doenças virais como o HPV (vírus do papiloma humano). Mesmo a possibilidade ser pequena, há casos descritos na literatura. Há riscos de outras doenças infecciosas, como hepatite e sífilis.  Regiões cartilaginosas (parte superior da orelha e nariz) são pobres em vascularização, tornando difícil para organismo combater focos infecciosos.  Essas regiões são mais vulneráveis a necroses teciduais; o tratamento, na maioria das vezes, é cirúrgico.

Antes de se submeter a um piercing, procure informações do local. A implantação de qualquer objeto na pele é considerada um procedimento cirúrgico e, como tal, deve estar submetida a criteriosos padrões de higiene. As complicações podem, além de colocar a vida em risco, ser deformantes em alguns casos.

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