Ambliopia: fique de olho

A melhor maneira de prevenir o chamado “olho preguiçoso” é fazendo exames periódicos desde criança

Shana Rocha Nazário

É na infância que a visão se desenvolve completamente (Foto: Renata Camargo)

O nosso sistema visual não está completamente formado quando nascemos, e é por isso que o cuidado com os olhos desde o cedo é fundamental para garantir o desenvolvimento adequado da visão. Ela irá se desenvolver até os nove anos de idade. Até lá, exames devem ser feitos por profissionais especializados que irão detectar o que impede o bom funcionamento da nossa visão.

A ambliopia ocorre quando existe uma diminuição na acuidade visual ou baixa de visão em um olho, que não teve seu desenvolvimento adequado na infância. É conhecida popularmente por “olho preguiçoso”. O olho pode ser amblíope, como é chamado o que tem pouca visão em relação ao outro, e ao mesmo tempo ser anatomicamente normal. Quando existe um grau muito diferente entre os olhos ou estrabismo (olho desviado), é provável que isso se torne uma ambliopia.

Oftalmologista Francisco Marquardt (à direita) e sua equipe nos Estados Unidos (Foto: arquivo pessoal)

O primeiro passo é o “teste do olhinho”, realizado em até 48h do nascimento do bebê. Ele é importante para diagnosticar alterações oculares como a catarata congênita, glaucoma, retinopatia, tumores e infecções. “Quando se coloca a luz no olho da criança é possível ver alguma alteração. Se o reflexo da retina, que normalmente é vermelho, apresentar a cor branca, aí existe algum problema, tumor ou catarata”, diz Francisco Marquardt, oftalmologista especializado em Glaucoma pela University of Texas – Southwern Medical Center. Ele explica que depois dos 2 anos é importante investigar se os olhos estão alinhados, sem estrabismo, e se não existe diferença de grau entre os olhos, causando um déficit funcional e ocasionando a ambliopia.

A importância de se fazer o diagnóstico cedo é que até o desenvolvimento da visão (0 a 9 anos) é reversível esse quadro de ambliopia, tratado principalmente com o uso de um tampão ocluindo o olho bom para estimular o olho ruim. “Fazer o olho debilitado trabalhar sem a influência do outro, porque se os dois olhos estão abertos, o cérebro escolhe o bom e apaga o ruim para não atrapalhar na visão”, explica o oftalmo. Se a criança tiver uma visão em bom estado de funcionamento aos nove anos, ela irá preservar essa visão para o resto da vida, a não ser que contraia uma patologia ocular. Por outro lado, a visão que não se desenvolveu até essa idade não desenvolve mais. O olho não irá responder usando mais tarde óculos e lentes se não for corrigido o erro de refração, pois ele ficará com déficit funcional.

A plasticidade sensorial é maior nos dois primeiros anos de vida e nessa fase obstáculos que atrapalhem o desenvolvimento visual fazem com que se perda rapidamente a visão, mas também se recupera facilmente com tratamento, por isso é essencial o acompanhamento desde cedo até a formação completa da visão.

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