Sibutramina: a vilã da gordura. E do coração

Medicamentos inibidores de apetite podem oferecer riscos à saúde

Luiz Fernando Barp

Os padrões de beleza vigentes exigem a perfeição das mulheres (Foto: Shana R. Nazário)

Uma das grandes preocupações das mulheres são as indesejáveis gordurinhas. Muitas optam, então, por remédios que auxiliam na redução de peso. Medicamentos à base de sibutramina estão na lista dos mais procurados, mas essas drogas oferecem não apenas perda de peso, mas também prejuízos à saúde.

A publicitária Aline Pompermayer, 21 anos, fez uso do medicamento durante dois meses com a intenção de perder alguns quilos adquiridos durante sua gestação. Ela conta que durante o tratamento sentiu o rosto enformigado, mudanças bruscas de humor, enjoo e, principalmente, prisão de ventre. Aline já havia sido informada dos riscos pelo seu médico, entretanto, como muitas brasileiras, ela diz: “Eu precisava emagrecer, não estava conseguindo de outra maneira, e a sibutramina, apesar de tudo, foi o que me ajudou”.

Em janeiro de 2010, a Agência Europeia de Medicamentos proibiu a venda de medicamentos à base de sibutramina. Utilizou como argumento o estudo Sibutramine Cardiovascular Outcomes (SCOUT), que mostrou um crescimento de 16% nas chances de desenvolvimento de problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio, parada cardíaca e derrame entre os pacientes obesos ou com sobrepeso que usam esses medicamentos.

Logo após, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um alerta. No Brasil, pacientes com doenças cardiovasculares são orientados a não fazer uso de nenhum inibidor de apetite à base de sibutramina. Os médicos também foram aconselhados a reavaliar os casos em que o paciente está em tratamento com a substância e tem histórico de alguma doença como diabetes ou hipertensão. A venda ainda não foi proibida, porém os farmacêuticos devem exigir a receita médica antes de fornecer o remédio e, sempre que possível, aconselhar o paciente para que converse com seu médico e busque um novo tratamento.

Segundo nutricionista Fabíula Marina Haag, esses medicamentos em geral fazem com que o apetite diminua, a pessoa coma menos e, consequentemente, perca peso. Contudo, quando o tratamento chegar ao fim volta-se a comer da mesma forma. “Quem necessita emagrecer, precisa reeducar seus hábitos, ingerindo menos calorias do que usamos, ou seja, devemos nos alimentar de uma forma correta e praticar exercícios físicos. Seguindo uma dieta saudável, com acompanhamento de uma nutricionista, realizando mais atividade física, certamente os resultados esperados serão obtidos”, afirma Fabíula.

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