Anvisa autoriza aumento no preço dos medicamentos

Remédios já são vendidos com preços atualizados na maioria das farmácias da cidade

Shana Rocha Nazário

Medicamentos sofrem alterações de até 6,01% nos preços. (Foto: Shana R. Nazário)

Na última quinta-feira, 31, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) autorizou o reajuste nos preços dos medicamentos em um percentual médio de 4,7%. A CMED é coordenada pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é o órgão responsável pela adoção, implementação e coordenação de atividades relativas à regulação econômica do mercado de medicamentos.

Nem todos os medicamentos sofrerão reajuste: os homeopáticos, fitoterápicos e outros de venda livre não serão submetidos à tabela de preços prevista pela Anvisa. Mas remédios de referência – também conhecidos por ‘éticos’ – os similares e os genéricos já são encontrados na maioria das farmácias com os preços atualizados, com percentual de aumento entre 4,7% até 6,1%. Até o momento, a indústria tem mais de 24 mil medicamentos tabelados, e esses devem seguir a nova norma. Produtos que tenham maior concorrência entre as fórmulas de referência e genéricos sofrerão um aumento maior que os que mantêm uma competição menos significativa, ou seja, medicamentos que têm maior participação de genéricos no mercado terão o maior reajuste, de 6,01%.

Na maioria das farmácias de Frederico Westphalen, já se encontram remédios com os valores atualizados. A farmacêutica Vanessa Marconatto Binotto, 32, comprou medicamentos com o novo preço no último sábado e já atualizou os valores em seu sistema. Os medicamentos que estavam nas prateleiras antes do dia 31 de março, data da oficialização do reajuste, também passam a ser comercializados com a percentagem prevista.

Francine Bins, 25, farmacêutica responsável por uma farmácia de manipulação da cidade, também confirmou a aumento de 6,01% nos medicamentos tabelados e disse que alguns remédios do estoque estão sendo vendidos com o preço antigo porque ainda não houve tempo para reajustar os valores. Em outra farmácia localizada no centro, os preços novos foram aplicados desde sexta-feira, 1º de abril, e a farmacêutica Cristiana Maria Trento, 31, diz que todos os medicamentos do estoque já foram reajustados.

Os remédios de referência devem ser vendidos pelo mesmo preço em todas as farmácias, não podendo ultrapassar o valor estipulado, exceto em casos de convênio de uma farmácia com uma distribuidora em que exista uma margem de desconto, podendo repassar esse desconto para os clientes se assim desejar.

Essa modificação nos preços dos medicamentos é resultado de uma série de fatores, como a inflação ocorrida em março de 2010 a março deste ano de mais ou menos 6,01%, segundo o Indíce de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O ganho de produtividade da indústria também é calculado nessa correção e fixado em 2,47% na tabela.

Segundo o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), o reajuste anual fixado pelo governo não acarreta aumentos automáticos nas farmácias e drogarias: os aumentos ocorrerão ao longo do ano e podem até não serem repassados integralmente para todas as farmácias em razão da concorrência acirrada do mercado nacional entre as indústrias e também distribuidoras.

Em algumas farmácias, remédios que já estavam nas prateleiras são comercializados com o valor atualizado (Foto: Shana R. Nazário)

Uma alternativa para quem precisa continuamente de medicação é ir à Farmácia Popular, onde os medicamentos são vendidos por preços mais acessíveis (alguns são até doados). A farmácia faz parte do Programa Farmácia Popular do Brasil, criado pelo Governo Federal para disponibilizar o acesso aos medicamentos para as doenças mais comuns entre os cidadãos. O programa “Aqui tem Farmácia Popular” possui uma rede própria de farmácias populares e também uma parceria com farmácias e drogarias da rede privada.

Em Frederico Westphalen, a Farmácia Popular é localizada na Rua 21 de Abril, 165, em frente ao Posto Municipal de Saúde. O farmacêutico João Francisco Vendruscolo, 27, é o responsável pela farmácia e fala que nos últimos dois anos os medicamentos não sofreram reajuste. Os remédios são vendidos por um preço mais baixo em relação às farmácias convencionais e, desde o dia 14 de fevereiro, em ação da campanha “Saúde não tem preço”, os medicamentos específicos para o tratamento de diabetes e hipertensão são disponibilizados gratuitamente à população.

Para a obtenção destes medicamentos doados pela Farmácia Popular, é preciso uma receita atualizada e documentação (CPF), que valem por um determinado período, umas por 4 meses e outras por um ano, dependendo do tratamento, mas sempre regulada pelo farmacêutico de acordo com o programa. A Farmácia Popular do Brasil de FW possui 95 itens de medicamentos, dos básicos aos de tratamentos mais direcionados.

A dica dada pelo Sindusfarma ao consumidor é fazer pesquisa de preço entre as drogarias, pois existe diferença significativa de um estabelecimento para o outro. É interessante, também, pedir para o médico a receita do genérico do medicamento indicado, pois ele tem um valor mais acessível.

O Centro Municipal de Saúde também possui sua própria farmácia, mas Prosa & Prozac não conseguiu detalhes sobre seu funcionamento, o que é preciso fazer para retirar medicamentos e que remédios são disponibilizados para a população pois a farmacêutica responsável (no turno da tarde) não quis se identificar e se recusou a dar mais informações.

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