Tratamentos que fazem a função de rins

Clínica Renal atende há cinco anos pacientes de Frederico Westphalen e região

Mariane de Oliveira

Máquina de hemodiálise utilizada pela clínica (Foto: Mariane de Oliveira)

A hemodiálise e a diálise peritoneal são tratamentos realizados por pessoas que, por algum motivo, perderam a função renal e atingiram a fase terminal da doença. Pode-se dizer que eles fazem o papel de um rim artificial, que consiste em filtrar e remover as substâncias tóxicas e indesejáveis do sangue que trazem prejuízos ao organismo. Ao contrário do rim humano, que faz a purificação sanguínea o tempo todo, a hemodiálise é feita três vezes por semana com duração de três a quatro horas. Já a diálise peritoneal pode ser feita em casa, diariamente e, em muitos casos, é conduzida pelo próprio paciente. A programação dos tratamentos deve ser feita de acordo com as características de cada pessoa.

Os rins são os únicos órgãos que podem ser substituídos – ainda que não perfeitamente – por uma máquina. Na hemodiálise, é utilizada uma veia e uma artéria superficial do braço que, unidas a partir de uma cirurgia, formam a fístula artério-venosa (FAV). Ela permite um fluxo de sangue superior a 250 ml/minuto, que será retirado e purificado, além da recolocação das vitaminas ausentes no sangue. O médico nefrologista Maicon J. Vans, 35, explica ao Prosa & Prozac que durante uma sessão de hemodiálise é preciso estarem presentes no local um médico, um enfermeiro e um técnico em enfermagem para cada quatro pacientes. Como a quantidade de sangue retirada em poucos segundos é muito grande, o paciente pode passar mal subitamente.

Já a diálise peritoneal aproveita o revestimento interior do abdômen para filtrar o sangue, chamado membrana peritoneal, que se separa em dois compartimentos. Um deles é onde está contida a solução de diálise, e o outro é onde se encontra o sangue com excesso de impurezas. Essas impurezas passam do sangue para a solução de diálise, a qual após algumas horas é drenada da cavidade peritoneal e uma nova solução é infundida. Alguns dias antes da primeira diálise, o paciente passa por uma pequena cirurgia para instalação do cateter, que permite a entrada e saída da solução de diálise da cavidade abdominal. Segundo Vans, o processo de drenagem e de substituição por uma nova solução dura aproximadamente 40 minutos, e deve ser trocada quatro vezes ao dia, podendo ser feita pelo próprio paciente em sua residência, se esse realizar o treinamento com um profissional especializado.

A Clínica Renal, anexa ao Hospital Divina Providência (HDP), está há cinco anos em funcionamento e atende hoje a 60 pacientes com insuficiência renal da cidade e da região, que fazem três sessões de hemodiálise por semana. Elimar A. Goetz, 42, é um deles: perdeu a função renal há três anos e meio e, desde então, faz sessões de hemodiálise para a purificação do sangue na clínica. “Levo uma vida normal, como a anterior ao tratamento, mas estou à espera de um transplante. A parte ruim é o mal estar que sinto após a hemodiálise”, conta o paciente. Ao contrário do que se pensa, é uma minoria que entra na fila de transplante de rim, pois o paciente precisa estar saudável e não ter outros graves problemas de saúde.

É importante lembrar que lesões nos rins não causam dor (exceto o cálculo renal, mais conhecido como pedra nos rins), por isso o problema na maioria das vezes só é detectado quando está em fase avançada. Pessoas hipertensas, diabéticas e com doença renal na família devem tomar maior cuidado e realizar periodicamente exames de urina e creatinina.

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