Previna-se, se toque!

O câncer de mama muitas vezes se agrava pela falta de atenção da mulher 

Marcielle Martins

Auto-exame: cuidado rápido e simples (Foto: Marcielle Martins)

O câncer de mama representa uma parcela equivalente a 20% de todos os tumores que podem atingir as mulheres, seja no pulmão, no colo do útero, no fígado ou até no intestino. De cada cinco tumores, um é na mama. Nos casos iniciais, a cura existe.

Segundo Diógenes Basegio, mastologista e Presidente da Federação Latino- Americana de Mastologia, quase a totalidade dos casos de câncer diagnosticados nos estágios iniciais têm cura: “Nos casos mais avançados é mais complicado, mas os tumores iniciais chegam muito próximos a 100% de cura. Os tumores podem ser divididos em estágios um, dois, três e quatro. No estágio um o índice de cura chega a 95%. Já nos tumores avançados, estágio quatro, a cura é muito difícil”.

Países mais desenvolvidos como Canadá, EUA e a Europa possuem alto índice da doença. E o Brasil assemelha-se a essas regiões, principalmente a região Sul. Aqui no Estado, o número de filhos por casal é o menor em todo o país. Quanto menos filhos, maior o risco do câncer de mama.

“O câncer de mama normalmente atinge camadas sociais econômicas mais altas. O Rio Grande do Sul é o estado com incidência mais elevada. Um dos fatores é a imigração europeia muito grande: alemães, italianos e outros. Nós temos hábitos que são muito parecidos com os das mulheres de países desenvolvidos. A alimentação aqui é rica em gordura, e o frio faz com que as mulheres tenham uma ingestão maior de gorduras animais. Talvez esse seja o fator mais importante”, explica Basegio.

A aposentada Tatiana Alves, 47, descobriu o câncer de mama aos 40, depois de realizar o auto-exame: “Percebi três nódulos no seio direito e fui consultar. Na mesma consulta, fui submetida a três punções e logo recebi pedido do médico para fazer exames de mamografia e de sangue. Um tempo depois, saiu o resultado das punções, que indicou que eu estaria sim com câncer de mama. Fiz biópsia e cinco dias depois foi confirmado o câncer, e infelizmente tive de realizar a mastectomia. Passou um mês e fui submetida a operação, retirando toda a mama. Levaram um pedaço de mim… O médico relatou a minha família que a doença já tinha passado para meu braço, então, retirou algumas glândulas de proteção do braço. No mesmo dia já realizaram a reconstrução da mama. Fiquei mais 30 dias em casa me recuperando. Logo depois, fiz o  tratamento com as sessões de quimioterapia e radioterapia”.

Ter casos de câncer de mama em parentes de primeiro grau aumenta o risco para os descendentes. Tatiana já tinha casos de câncer na família, mas isso não é uma regra: 70% dos novos casos que surgem não tem ligação com a hereditariedade. De todo modo, quando há precedentes da doença na família é melhor prevenir-se e tomar os devidos cuidados.

A prevenção está aí e deve ser usada por todas as mulheres, independente do histórico de saúde de cada uma. “Mesmo que a partir dos 35 anos seja a taxa de maior incidência, a mulher deve se preocupar já a partir dos 20 anos de idade, que é quando orientamos a realização do auto-exame e do exame clínico. A partir dos 40 anos, a mamografia deve ser feita anualmente”, lembra Basegio. Cuidar da alimentação, não fumar, praticar exercícios e ter a primeira gestação antes dos 30 anos são algumas dicas pra quem quer ficar longe do câncer de mama.

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