Sem vergonha de mostrar as pernas

Saiba quais são os estágios e como os seus hábitos podem interferir no aparecimento da celulite

Mariane de Oliveira

A fisioterapeuta Taciana em sessão anticelulite com paciente (Foto: Mariane de Oliveira)

Muitas mulheres ficam apavoradas ao perceber um furinho na coxa ou no bumbum.  A celulite é uma inflamação do tecido subcutâneo e resulta de um acúmulo de gordura na hipoderme (camada mais profunda da pele), que provoca nódulos, devido ao crescimento exagerado de células de gordura, que, por serem resistentes e flexíveis, podem crescer até 100 vezes mais do que seu tamanho normal. Ela pode atingir tanto pessoas gordas como magras.

A celulite também pode aparecer por outros motivos: aumento de gordura associado a alterações hormonais, retenção de líquido, má alimentação, sedentarismo, envelhecimento fisiológico, desidratação, radicais livres, genética e biotipo. Afetando cerca de 90% da população feminina, compromete principalmente coxas e nádegas. Mesmo sendo uma infecção, por si só,  inofensiva, pode ser classificada em quatro estágios, sendo o último considerado o mais grave. São eles:

  • Estágio 1: há um leve acúmulo de gordura na região, que pode ser percebido através da apalpação ou contração.
  • Estágio 2: visível em algumas regiões com maior acúmulo de gordura, sem apalpação, já apresenta um certo grau de fibroses (excesso de tecido cicatricial), mas não apresenta dor.
  • Estágio 3: as células continuam aumentando de tamanho por causa do contínuo volume de gordura, deixando a superfície da pele com aspecto de “casca de laranja”. O endurecimento do tecido gorduroso provoca uma maior deficiência circulatória e maior acúmulo de toxinas celulares. Neste estágio, a celulite pode ser dolorosa quando pressionada.
  • Estágio 4: o inchaço nas células gordurosas é acentuado, o tecido de sustentação se torna mais endurecido (fibroesclerose) e a superfície da pele apresenta aspecto de “casca de nozes”. As pernas ficam pesadas, inchadas, doloridas e com sensação de cansaço.

A fisioterapeuta Taciana Tagliapietra, 31, explica que hoje existem muitos tratamentos para combater ou minimizar a celulite, mas que, antes de partir para um deles, é de extrema importância avaliar a paciente: “a avaliação é a primeira coisa a ser feita, ver a questão da alimentação, da prática de atividade física, da ingestão de água. Só depois dessa etapa se avalia clinicamente, para ver em que grau está e que tipo de celulite é”, recomenda a fisioterapeuta.

Há tratamentos diferenciados para cada tipo de celulite, desde a flácida até a que atinge camadas mais profundas da pele. “Um tratamento estético mais simples contra a celulite que possui fibroses em estado avançado não funciona. É preciso partir para um tratamento mais profundo, que se chama subcisão (procedimento cirúrgico realizado com anestesia local, em que uma agulha especial rompe as fibras e solta a pele) para soltar as fibroses e assim poder melhorar a aparência da pele”, explica Tagliapietra.

A celulite grau 1, presente na maioria das mulheres, não exige muita preocupação. A estudante Maíra Cardoso, 19, diz que não faz nenhum tratamento para combatê-las, pois não se incomoda com elas, já que só as percebe apalpando a região em que se encontram. Segundo Tagliapietra, em Frederico Westphalen, contudo, há uma grande procura por tratamentos anticelulite. Um dos mais usados é o Manthus, para gordura localizada e celulite, um ultrassom que, junto a correntes estereodinâmicas, faz a quebra da gordura e a drenagem. Outro tratamento bastante procurado é a drenagem linfática, que usa movimentos suaves e ritmados, relaxando o corpo e estimulando a circulação linfática.  Se associada ao Manthus ou a massagem estética, a drenagem apresenta um melhor resultado. O tempo de sessões da drenagem é, normalmente, de 35 minutos, e o ideal é fazer a massagem de duas a três vezes por semana. Além desses tratamentos, existem muitos outros, como carboxiterapia, endermologia, mesoterapia, radiofreqüência, ultrassom e hidratação externa.

Para prevenir e combater a celulite é importante ter alguns cuidados com o corpo (veja, no box acima, quem são os principais inimigos das mulheres quando o assunto é celulite). Evitar alimentos ricos em açúcar e gordura, lipídios, álcool, cafeína, sal, produtos industrializados e frituras são boas dicas. Outras, como consumir frutas e legumes (que têm ação diurética e produzem colágeno – substância essencial para uma pele saudável), beber pelo menos 1 litro e meio de água ao longo do dia e praticar exercícios físicos também auxiliam na circulação sanguínea e evitam a retenção de líquido, diminuindo, assim, a chance de a celulite aparecer.

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