Academia ao ar livre: liberdade demais?

Frequentadores não passam por avaliação médica ou orientação para utilizar os aparelhos

João Marcelo Faxina

Usuários estão à espera de profissional (Foto: João Marcelo Faxina)

Em Frederico Westphalen, elas são três: uma na Praça da Matriz, outra na Barril e a última no distrito Osvaldo Cruz. As academias ao ar livre fazem parte do programa do governo federal Brasil Saudável, projeto que ainda em 2005 começou a planejar ações que visam à mudança de alguns hábitos dos brasileiros, como o sedentarismo e o tabagismo. Em parceria com o governo estadual, foram instaladas as três academias que hoje funcionam na cidade, e há previsões de mais duas, ainda sem local definido.

A mais popular delas é a da Praça da Matriz. Nos finais de tarde e fins de semana, o movimento é grande. As reclamações, também. A principal delas é a carência de um profissional para orientação à atividade física. Os aparelhos não apresentam sobrepeso, ou seja, o usuário se exercita utilizando o peso do próprio corpo. Mesmo assim, e deve-se pensar que eles foram, inicialmente, direcionados à terceira idade, a falta de auxílio compromete o benefício dessa atividade. Um exercício executado de forma errada não só pode comprometer os efeitos benéficos da prática, como também reforçar complicações que o usuário já apresenta.

A presença de um profissional e de uma avaliação médica é, em alguns casos, imprescindível. Para Luciano Panosso da Silva, 40, professor universitário especialista em programação de exercício físico, todos podem realizar alguma atividade física, mas alguns possuem restrições: “em relação às pessoas que necessitam de alguns cuidados – idosos, pessoas hipertensas, cardiopatas – que, realmente, é o grande público que vem frequentar a academia, nesse caso seria interesante ter um profissional orientando. Pessoas de 35 a 40 anos, uma vez aprendendo a fazer a atividade física, não necessariamente precisariam ter um acompanhamento”, explica o professor.

A professora de educação física da terceira idade Márcia Vicari, 39, é quem faz o trabalho junto à academia. Para ela, os idosos estão bem assistidos: “os idosos não usam sem orientação porque eu sou a professora de atividade física dos idosos. O idoso que me procurou, que faz parte das oficinas, faz parte de nossos programas bem orientado. Esse eu garanto. Agora, se de repente algum idoso que não chegou até nós, ou que veio de outro município, foi lá e praticou um pouquinho, eu também não posso responder por eles”, afirma a professora.

A utilização dos equipamentos por crianças e a falta de manutenção dos aparelhos também fazem parte das reclamações dos usuários. A manutenção cabe à Prefeitura, que terceiriza o serviço a uma empresa de Chapecó (SC). Edson Borba, 32, coordenador de projetos, afirma que ainda nesta semana a Prefeitura e a empresa realizarão uma vistoria no local e consertarão os equipamentos defeituosos. Confira, na reportagem de Luiz Fernando Barp, o que dizem os usuários e os responsáveis pelas academias ao ar livre de Frederico Westphalen:

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