Nem demais, nem de menos

Liberação excessiva ou insuficiente de hormônios são as causas das principais doenças que atingem a tireóide

Mariane de Oliveira

A glândula tireóide está localizada na base do pescoço, à frente da traqueia (Foto: Shana Nazário)

Localizada na parte anterior do pescoço, a tireóide é a maior glândula endócrina do nosso organismo. É ela que produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que regulam o metabolismo, a digestão e o crescimento, atuando em todo corpo. As doenças mais comuns que podem acometer a tireóide são os nódulos tireoidianos: o hipertireoidismo (que ocorre quando a tireóide libera esses hormônios em excesso) e o hipotireoidismo (quando a quantidade de hormônios é insuficiente).

As mulheres depois dos 40 anos têm maior probabilidade de apresentar problemas na tireóide. Os nódulos tireoidianos são os mais comuns, mas felizmente menos de 10% são malignos. Alguns são constituídos apenas de líquidos e são chamados de nódulos císticos, já outros produzem hormônios em excesso, causando hipertireoidismo e são conhecidos por nódulos tóxicos.

O hipertireoidismo caracteriza-se pelo aumento da secreção dos hormônios da tireóide e pode ter diferentes causas. Geralmente, apresenta sintomas fáceis de detectar, como sensação de desconforto e fraqueza. A causa mais comum do hipertireoidismo é uma doença auto-imune (em que o próprio corpo produz anticorpos que “atacam” o órgão) chamada doença de Graves. Outras causas do hipertireoidismo incluem o bócio multinodular, os tumores da glândula tireóide, da glândula pituitária, dos testículos ou dos ovários, inflamações resultante de infecção viral, ingestão de quantidades excessivas de hormônio tireóideo ou de iodo.

A professora Rute Martens Grolli, 44, descobriu há cinco meses que possuía hipertireoidismo: “até descobrir, me tratei da depressão. Então, vi no espelho um pequeno papo, e fui fazer exames que detectaram a doença”, diz a professora. Ela conta que apresentou quase todos os sintomas de hipertireoidismo, como perda de peso, do apetite, nervosismo, ansiedade, inquietação, fadiga, cãibras musculares, fraqueza e cansaço, aumento da pressão, enjôos, unhas quebradiças e taquicardia. Rute faz o tratamento para a doença com o uso de medicamentos que inibem a produção de hormônios e precisa realizar consultas e exames com cardiologista frequentemente.

Já no hipotireoidismo, ocorre a deficiência dos hormônios da tireóide. O médico Alex F. Fumagalli, 36, diz que a taxa de funcionamento normal do corpo diminui, causando lentidão mental e física, e que o grau da doença pode variar de leve (quando apresenta quadro de depressão em que o diagnóstico de hipotireoidismo pode passar despercebido) até o grave, denominado mixedema, caracterizado pelo inchaço de todo o corpo. O hipotireoidismo pode surgir através da doença de Hashimoto (doença auto-imune), retirada cirúrgica da tireóide para tratar hipertireoidismo ou tumor, pós-parto, uso de medicamentos anti-tireóideos e certos medicamentos como lítio, amiodarona, iodeto e interferon alfa, entre outros. A doença apresenta também sintomas como fraqueza e cansaço, intolerância ao frio, intestino preso, ganho de peso, dor muscular e nas articulações, unhas finas e quebradiças, enfraquecimento do cabelo, palidez e depressão.

Para detectar o hipotireoidismo, é preciso ser realizar exames laboratoriais para avaliação do funcionamento da tireóide. Se detectada alguma alteração hormonal, o paciente deve começar o tratamento imediatamente. Ele repõe a deficiência do hormônio da tireóideusando medicamentos que levam a levotiroxina na composição. Este, deverá ser seguido por toda vida, mesmo havendo desaparecimento dos sintomas, pois as recaídas são frequentes com a interrupção do medicamento.

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