Geral

Um brinde ao Dia Estadual do Vinho!

(publicado em 05/06/2011)

O vinho tinto traz benefícios à saúde (Foto: Shana Nazário)

Os gaúchos comemoram hoje o Dia Estadual do Vinho. Nesta edição, as festividades iniciaram no dia 27 de maio até o dia 5 de junho, em Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Flores da Cunha, Garibaldi, Monte Belo do Sul e Porto Alegre. O evento mobiliza 80 vinícolas, 47 restaurantes, 17 hotéis, além da agroindústria, comércio, agências de turismo e outros 56 empreendimentos. A programação conta com mais de 200 empresas da cadeia vitivinícola nos festejos.

O vinho tinto possui propriedades benéficas para a saúde e que são comprovadas cientificamente. Ele é responsável por promover a desaceleração da deterioração celular do organismo, e desempenha também um papel importante na proteção das funções cardiovasculares. Uma substância chamada resveratrol que está presente nos vinhos, especialmente no tinto, desempenha a função de antioxidante e faz com que o vinho seja considerado um alimento funcional. Isso explica por que a história de beber uma tacinha de vinho por dia faz bem à saúde. Ingerir diariamente 250 ml da bebida é o suficiente para obter o benefício das suas propriedades protetoras à saúde.

O Dia Estadual do Vinho é uma promoção de Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e Governo do Estado, através das secretarias da Agricultura e Abastecimento e de Turismo, Esporte e Lazer. A primeira celebração da data ocorreu em 2004.

Dia do Desafio acontece amanhã

(publicado em 24/05/2011)

Atividades em academias também estão valendo (Foto: João Marcelo Faxina)

Em mais um ano, a cidade de Frederico Westphalen entra no clima do Dia do Desafio. Desta vez, irá disputar contra a cidade de Santiago Paspaquiaro, no México. Para aqueles que ainda não conhecem o evento, o Dia do Desafio é uma competição anual realizada na última quarta-feira do mês de maio. A competição entre as cidades é apenas um estímulo para o mais importante de tudo: praticar algum exercício físico.

Entre as atividades que serão realizadas no município neste ano estão inclusas o Futebol de Pijamas, exercícios de alongamento com os grupos da terceira idade e brincadeiras com os alunos da rede pública de ensino. O SESC da cidade também estará na Praça da Matriz motivando quem passar pelo local a dedicar pelo menos cinco minutos do seu dia para a prática de exercícios físicos. Atividades em academias de ginástica também serão contabilizadas na “competição”. A intenção da Prefeitura é que pelos menos 60% dos munícipes participem da brincadeira.

“O Dia do Desafio é importante não somente para competir, mas também conscientizar e criar um hábito de praticar alguma atividade que beneficie a saúde” comenta Clei Cenira Giehl, 26,  organizadora do evento em Frederico Westphalen.

O uso de antitranspirantes pode ser perigoso!

(publicado em 24/05/2011)

Utilizar desodorantes logo após a depilação pode causar irritação nas axilas (Foto: Shana Nazário)

O uso de antitranspirantes pode ocasionar câncer de mama. É o que dizem algumas pesquisas que relacionam o uso desses produtos ao desenvolvimento de tumores mamários. Essa afirmação tem sido considerada porque a doença tem maior incidência no quadrante superior extremo do corpo, nas áreas onde se localizam os nódulos linfáticos próximos a axila e onde é aplicado o produto.

O antitranspirante se diferencia do desodorante por inibir a transpiração da axila e a liberação de toxinas, enquanto que o objetivo do desodorante é o de amenizar o odor ocasionado naturalmente por elas.  A maioria dos antitranspirantes desempenha a função do desodorante, porém grande parte dos desodorantes não funciona como um antitranspirante.

Na composição da fórmula dos antitranspirantes, existem sais de alumínio e seus derivados é que estão sendo ligados ao aparecimento do câncer de mama. Pesquisadores da University of Reading, na Grã-Bretanha, apresentaram em seus resultados altas concentrações de parabenos (ácido para-hidroxibenzóico) em tecidos retirados de tumores mamários de mulheres que faziam uso deste tipo de desodorante. Na mesma revista, Journal of Applied Toxicology, em que foi publicada a pesquisa, um artigo contraria os métodos do estudo em função da amostra dos tecidos coletados dos tumores mamários ser relativamente pequena (n=20 amostras).

No momento, ainda existem dúvidas quando à toxidade dos componentes, e tudo ainda paira no campo incerto das pesquisas. O que se sabe é que alguns antiperspirantes (desodorantes que neutralizam o odor sem inibir o suor) podem irritar a pele e causar uma infecção chamada hidradenite supurativa, que se inicia na glândula sudorípara na axila ou região inguinal. Essa infecção, quando não tratada, pode levar a uma bacteremia (bactérias na corrente sanguínea).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manifestou, através da Gerência-Geral de Cosméticos, um parecer técnico, em que informa ainda não existir uma conclusão para essas informações relacionadas ao surgimento de câncer de mama em quem faz uso de antitranspirantes.

Enquanto não se tem confirmações reais sobre os riscos do contato com os sais de alumínio, é possível prevenir irritações e infecções axilares. Evite, após a depilação, usar imediatamente o desodorante ou antitranspirante, pois a pele sofre minúsculos ferimentos, ficando mais sensível e suscetível a agentes infecciosos.

A extração do bem

(publicado em 03/05/2011)

Procurar o dentista e realizar uma avaliação é a melhor maneira de não ter problemas com os dentes do siso

Luiz Fernando Barp

Deixar o medo de lado e procurar o dentista pode garantir um sorriso bonito (Foto: João Marcelo Faxina)

A extração dos dentes do siso geralmente é vista como tabu pelas pessoas em virtude do procedimento parecer complicado. A falta de informação e o medo de encarar o consultório odontológico fazem com que muitos não façam uma avaliação e, em consequência disso, a arcada dentária acaba se desestabilizando. Para evitar esse problema, Prosa & Prozac buscou mais informações sobre esses dentes e sobre o tratamento.

Em geral, os dentes de siso costumam nascer após os 16 anos, mas o mais comum é que sua erupção aconteça apenas depois dos 18 anos. Para saber se a sua extração é necessária, é indicado que se faça uma avaliação com um profissional adequado, que irá dizer em qual posição os dentes se encontram. Algumas vezes, não existe espaço na arcada dentária para o nascimento do dente ou, ainda, há espaço, porém ele está mal posicionado, inclinado para frente ou para o lado.

Normalmente, a remoção dos dentes é feita depois do paciente completar 16 anos de idade. Nessa etapa da vida, o dente é coberto apenas pela gengiva e não tem a raiz totalmente formada. Segundo o cirurgião dentista Leonardo Gauer, 40, com a raiz curta o dente fica mais fácil de ser removido. Antes disso, normalmente ele ainda está todo coberto por um osso, o que dificulta sua remoção.

“Fazendo-se uma incisão na gengiva, afastando-a o suficiente para que se tenha uma visão clara do dente a ser removido, se houver algum osso cobrindo o dente, deve ser removido com uma broca refrigerada com água, para evitar o aquecimento do osso que pode provocar necrose. Nos casos em que o dente encontra-se inclinado para frente, apoiado contra o segundo molar, pode ser necessário cortar o dente em duas ou até três partes para conseguir retirar. Após remover o dente, faz-se uma curetagem do alvéolo e fecha-se a incisão com três ou quatro pontos” afirma o dentista.

Após realizado o procedimento cirúrgico, o paciente deve ter vários cuidados para evitar complicações. Deve-se aplicar gelo na face, sobre o local da cirurgia, intercalando cinco minutos de aplicação e cinco de intervalo. “A aplicação de gelo tem como função reduzir o edema que ocorre após uma cirurgia e também age como analgésico, reduzindo os sintomas dolorosos que podem ocorrer” explica Gauer.

Além disso, deve-se tomar a medicação prescrita pelo profissional, que inclui analgésicos e anti-inflamatórios. Uma boa higienização da boca e do local da cirurgia evita uma possível contaminação, por isso recomenda-se utilizar, além da escova de dente, um enxaguante bucal. Quanto à alimentação, alimentos frios e gelados são indicados, pois agem da mesma maneira que a aplicação de compressa de gelo sobre o local da cirurgia. Alimentos muito duros são contra-indiciados nos primeiros três dias, pois exigem muita mastigação, o que pode aumentar a dor. Os exercícios físicos são totalmente proibidos na fase de recuperação, sob pena de ocorrer rompimento dos pontos e complicações na operação.

Mesmo tendo confiança no profissional, algumas pessoas tem receio de realizar o procedimento. Contudo, se a remoção dos dentes não for feita nos casos em que se faz necessário, o seu nascimento pode acarretar na desconstrução de um sorriso bonito, entortando os demais dentes. Essa foi a principal razão que levou a estudante Mariana Santos, 19, a realizar o procedimento com seu dentista. “Tirei com 16 anos porque eles começaram nascer, pressionando os outros dentes. Fazia menos de um ano que eu tinha tirado meu aparelho ortodôntico, não queria estragar o meu sorriso” afirma a estudante.

Em geral, aconselha-se dois a três dias de repouso após a cirurgia, e a recuperação inicial ocorre em uma semana a dez dias, prazo em que são removidos os pontos da extração. Após esse período, o paciente já pode reassumir todas as suas atividades, inclusive prática de exercícios físicos. A recuperação completa ocorre em aproximadamente 15 dias.

Diminui taxa de contaminação por HIV no mundo

(publicado em 01/04/2011)

No dia primeiro de dezembro, em que é comemorado o Dia Mundial de Luta contra a AIDS, Prosa & Prozac acompanhou em Frederico Westphalen o trabalho do Serviço de Atendimento Especializado – SAE – na Praça da Matriz. O evento trabalhou as questões da doença de forma bastante criativa com a distribuição de informativos e demais materiais de divulgação.

Em todas as partes do mundo, houve algum tipo de mobilização em prol desta causa. Uma boa notícia veio no início deste ano através do relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas. A taxa de contaminação está caindo ou se estabilizando na maioria das regiões do mundo. As áreas mais afetadas com a epidemia, como na África Subsaariana, houve um declínio de 25% nos índices de novos casos de contaminação.

A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, atribui boa parte desse progresso à educação e afirma que é um fator fundamental nesse desenvolvimento, pois através da informação e conscientização as pessoas passam a ter práticas de comportamento sexual mais protegidas e seguras, levando a sério a importância do uso dos preservativos. Para visualizar o pronunciamento da diretora-geral da Unesco, clique aqui.

Para saber mais sobre a doença, os tratamentos e até mesmo como ajudar, entre em contato com o SAE de Frederico Westphalen, localizado no Centro Municipal de Saúde. O serviço conta com mais uma enfermeira e uma técnica de enfermagem na equipe para um atendimento mais especializado. Acompanhe também o blog do SAE da cidade.

Primeiro, o socorro

(publicado em 29/03/2011)

Em caso de acidente de trânsito, não faça nada por impulso

Marcielle Martins

Instrutor Jair dos Santos simula atendimento a emergência em curso de condutores (Foto: Marcielle Martins)

Sinalização do local do acidente, acionamento correto dos serviços de emergência, avaliação das vítimas e utilização de técnicas simples são algumas das providências iniciais que devem ser tomadas no local de qualquer acidente com vítimas até a chegada das equipes de socorro. Procedimentos simples como esses podem, muitas vezes, salvar a vida do acidentado, ou mesmo deixar sua situação melhor.

Em primeiro lugar, cabe ao leigo sinalizar o local do acidente, acionar o socorro, socorrer a vítima e aguardar. Nem sempre o que o leigo sabe, pode ou deve ser feito: caso exista serviço de socorro especializado que possa chegar ao local, o leigo não está autorizado a executar certos procedimentos na vítima, porque a prestação inadequada de um socorro pode agravar as lesões que são o primeiro trauma e provocar outras lesões, o segundo trauma.

O primeiro trauma são as lesões sofridas pela vítima e consequência do acidente em si: queimaduras, fraturas, ferimentos, contusões.  A essa vítima, os primeiros momentos de atendimento são de extrema importância para não agravar o quadro já existente. O segundo trauma são as lesões oriundas de uma socorro inadequado. Um osso fraturado (primeiro trauma), por exemplo, pode causar sérias  lesões na medula, causando paralisia irreversível.

Paula Zanatta,  acadêmica de Engenharia Florestal, está em sua primeira habilitação, para isso é necessário que curse aulas teóricas de primeiros socorros.  A universitária acredita que as noções de socorro não servem somente para a primeira habiltação: “As aulas servem também para acontecimentos imprevistos que, em qualquer circunstância, são essenciais na vida dos cidadãos. O conhecimento básico das providências que devem ser tomadas pode ser aplicado desde os acidentes de trânsitos aos acidentes domésticos”, conclui a estudante.

Conforme Jair dos Santos, policial militar e instrutor do Centro de Formação de Condutores (CFC) de Frederico Westphalen, “ Em acidentes de trânsito, a importância de prestar os primeiros socorros a uma vítima acidentada pode significar a vida  ou o óbito. Segundo as normas técnicas de medicina de tráfego,  existem procedimentos que são específicos de especialistas, tais como remoção e transporte de vítimas. Basicamente, deve-se isolar  o local, sinalizar com  pisca alerta, triângulos ou ramos verdes”, orienta Santos.

Tempo é vida. Por isso, quanto mais rápido o socorro especializado puder chegar ao local, melhor será para a saúde da vítima. Existem bombeiros, técnicos de enfermagem, policiais e agentes de rodovias que estão sempre prontos para atender aos  chamados de socorro. Além disso, alguns trechos e rodovias que tem pedágios contam com a presença de técnicos de enfermagem e ambulâncias com equipamentos para primeiros socorros.

Formas Legais

A legislação brasileira assegura que é obrigação de todos, sejam eles envolvidos ou não no acidente, prestar socorro à vítima, quando não há riscos às pessoas que estão socorrendo. O código de Trânsito Brasileiro, nos artigos 176 e 177, dispõe que é considerado infração de trânsito quando o condutor  envolvido em acidente com vítima deixa de prestar socorros. Pelos artigos 302 (III), 304 e 305 é enquadrado como crime de trânsito, o condutor do veículo que não prestar socorro a vítima. O Código Penal , no artigo 135, dispõe que é crime não prestar assistência – quando possível fazê-lo sem risco à pessoa ferida ou a quem socorre – e não solicitar, nesse caso, socorro à autoridade pública.

Você conhece a gagueira?

(publicado em 22/03/2011)

Chamar a atenção da criança para sua fala durante o desenvolvimento da linguagem pode gerar bloqueio em relação a certas palavras

Mariane de Oliveira

A fonoaudióloga Deizi atende uma paciente na sala de terapia (Foto: Mariane de Oliveira)

Gagueira ou disfemia é um distúrbio em que acontecem quebras ou rupturas involuntárias no fluxo da fala, o que dificulta a comunicação da pessoa e faz com que ela repita sílabas e faça pausas durante a pronúncia de palavras ou frases. A gagueira fisiológica geralmente surge entre dois e quatro de idade, sem dano cerebral aparente. Já a gagueira adquirida, também conhecida como gagueira neurogênica ou neurológica, ocorre muito mais frequentemente em adultos após um dano cerebral definido, ocasionado por um derrame, uma hemorragia intracerebral ou um traumatismo craniano. A gagueira atinge cerca de 60 milhões de pessoas no mundo e dois milhões no Brasil.

A gagueira fisiológica pode ocorrer com frequência em crianças, na maioria das vezes por um período curto de alguns meses, mas mesmo assim não deixa de apavorar e preocupar muitos pais. Esse é o caso da monitora escolar Francielie Dal Bem, 31, que passou por esse problema quando seu filho A.D.B tinha três anos e meio de idade. No momento em que notou a dificuldade no filho, Francielie procurou um médico pediatra que a aconselhou se acalmar e não forçar a pronúncia correta do filho que, alguns meses depois, começou a falar normalmente. Essa disfluência é normal durante o desenvolvimento da linguagem, pois a velocidade do pensamento da criança não acompanha sua velocidade verbal devido à imaturidade dos órgãos fonoarticulatórios para a pronúncia de todos os fonemas.

Em conversa com Prosa & Prozac, a fonoaudióloga Deizi Cardinal, 39, explica que os pais e pessoas próximas de uma criança que apresente disfluência devem evitar chamar a atenção da criança para corrigir as palavras e forçá-la a falar na frente de pessoas estranhas. Também devem ocultar gestos ou ações que demonstrem preocupação com a maneira de falar da criança, além de interromper sua fala no início ou meio da frase. “Essas atitudes geram na criança uma tensão em relação à fala, criando os bloqueios, o medo, o embaraço e o evitamento de certas palavras. Assim, o problema inconsciente torna-se consciente”, explica a fonoaudióloga.

Os poucos casos de gagueira que persistem por mais tempo passando dos 5 anos de idade estão associados a alterações anatômicas e funcionais do cérebro. Por isso, se a criança apresentar sintomas adicionais – como fazer careta, contrair os olhos ou bater o pé – ela deve passar por uma avaliação fonoaudiológica e buscar um tratamento especializado.

Símbolo da campanha de atenção à gagueira (Foto: divulgação)

No início deste ano, a gagueira esteve bastante em voga. O filme “O Discurso do Rei”, grande vencedor do Oscar 2011, relata a história de George VI, gago desde os 4 anos de idade que inesperadamente se torna rei da Inglaterra e considera-se incapaz de governar por conta de sua gagueira. No reality show “Big Brother Brasil 11”, Diogo Preto, um dos participantes, expôs sua disfluência no programa e acabou conquistando os demaisbrothers e telespectadores com seu carisma e simpatia.

Infelizmente, pessoas com disfemia ainda sofrem preconceito da população em geral, muitas vezes por essa dispor de pouco conhecimento sobre a doença. Em parte das vezes, o preconceito acontece dentro das escolas, através do bullying (termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo) pelos alunos que fazem piadas sobre o problema, ocasionando o agravamento da disfemia na criança.

A gagueira ainda não tem cura, mas há tratamentos que podem minimizar o problema, melhorando a fluência do paciente e suas relações interpessoais. Qualquer pessoa pode apresentar episódios de disfluência quando fala em público ou frente a uma emoção forte, por exemplo.

Lixo: o problema que habita a sua casa

(publicado em 17/12/2010)

O contato com resíduos pode trazer grande risco à saúde das crianças

João Marcelo Faxina, Mariane de Oliveira, Priscila da Silveira e Shana Rocha Nazário

Em meio ao lixo, crianças brincam tranquilamente (Imagem: Shana Nazário)

Com o crescimento das cidades, o desafio da limpeza urbana não consiste apenas em recolher o lixo das ruas e das grandes edificações, mas, especialmente, em dar um destino correto e adequado aos resíduos coletados. Muitos moradores do bairro Jardim Primavera sobrevivem da coleta de lixo, mas a seleção dos matérias nem sempre é apropriada. O acúmulo de lixo pode ser notado muito próximo as casas, oferecendo riscos à saúde dessas famílias.

A reportagem abaixo aborda as doenças que são causadas pelo contato direto com o lixo como, por exemplo, o tétano. Em entrevista para Prosa & Prozac, o médico Edú Barros abordou a problemática do lixo próximo as residências. É importante lembrar que as crianças são as mais prejudicadas, pois até os 6 anos de idade elas estão na fase de construção do sistema imunológico. Se uma criança contrair uma doença nessa faixa etária da vida, é provável que seu corpo responda de forma negativa.

Alguns dos moradores do bairro Jardim Primavera vivem em terrenos irregulares, pertencentes ao Governo Federal. A prefeitura municipal de Frederico Westphalen ajudou a construir novas casas para a retirada dessas famílias. Prosa & Prozac vai continuar acompanhando, em novas matérias, como foi essa retirada e se o bairro continua sendo um déposito de lixo a céu aberto.

Confira a reportagem:

Dicas para dormir bem

(publicado em 10/12/2010)

Luiz Fernando Barp

O sono é uma das necessidades humanas fundamentais à saúde física e mental. Afinal, uma boa noite de sono pode retardar o envelhecimento, melhorar a memória e evitar o ganho de peso. No mês passado, você leu aqui uma matéria sobre a importância de uma noite bem dormida. Agora, preparamos pra você uma matéria de TV em que destacamos que dormir bem é essencial, principalmente para jovens e crianças.

Confira o vídeo:

Precisa-se de sangue. Tipo: o deles

(publicado em 17/11/2010)

Homens que fazem sexo com homens são impedidos de doar sangue pela Anvisa, mas na prática não é o que acontece

João Marcelo Faxina

Gays enfrentam impedimento da Anvisa para doar sangue (Foto: João Marcelo Faxina)

“Chorei um dia inteiro e sempre me pergunto se realmente existiu aquele garoto, se sobreviveu, se meu orgulho foi o responsável pela morte dele”. O desabafo de Daniel (nome fictício), aconteceu depois de ser chamado pela Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas) para doar sangue a um garoto que havia sofrido um acidente de carro com a família no final da década de 90. Daniel não pode ajudar o menino e prefere acreditar que aquele telefonema foi apenas para repor o estoque de sangue do hemocentro.

Daniel é homossexual e, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), homens que fizeram sexo com homens – grupo conhecido como HSH – nos últimos doze meses, com ou sem preservativo, estão inaptos temporariamente à doação sanguínea. O pré-requisito está presente na RDC 153, documento publicado em junho de 2004 que regulamenta os processos hemoterápicos no Brasil e que manteve a mesma restrição aos HSH, presente desde o final da década de 80. Para Anvisa, dessa forma aumenta-se a segurança transfusional e reduz-se o risco de contaminação dos bancos de sangue do país. Às lésbicas, não há impedimento.

Mesmo que os HSH não tenham comportamento de risco ao HIV o sangue não deve ser coletado (Foto: João Marcelo Faxina)

O processo de doação inicia-se com o cadastro do voluntário. Na pré-triagem, são verificados os sinais vitais (batimento cardíaco e pressão arterial), a temperatura e o peso. Logo após, retira-se uma gota de sangue para um teste rápido de seus componentes. Se tudo estiver bem, ele é encaminhado à triagem clínica. Nessa etapa, responde a inúmeras perguntas, como internações hospitalares, doenças na família, presença de piercings e tatuagens, consumo de drogas, entre outras. Ao final da entrevista, testa-se o comportamento de risco do voluntário ao HIV. No caso dos HSH, mesmo que possuam um parceiro fixo ou tenham feito sexo seguro em todas as suas relações, não é permitida a doação de sangue. Ele é orientado, então, a retornar quando sua última relação sexual com um homem completar um ano. Sua ficha de cadastro é anexada ao “Livro de Inaptos” do hemocentro, e ali fica registrada sua impossibilidade temporária à doação. Essas são as etapas básicas pelas quais um voluntário à doação de sangue passa.

Daniel, antes do episódio descrito, já havia doado sangue no Hemominas de Juiz de Fora negando que mantinha relações sexuais com homens. Até o ano de 1998, em que assumiu ser gay e então foi impedido de doar sangue ao menino acidentado. O médico responsável pela triagem pediu que voltasse cinco anos depois, pois fazia parte do grupo de risco ao HIV. Em dezembro de 2007, pensando nos acidentes que acontecem nos finais de ano e na baixa de estoque, voltou ao hemocentro. Segundo ele, não passou pela entrevista: foi barrado sem triagem. O caso de Daniel é emblemático: existe uma normativa aos hemocentros do país, mas cada um deles a interpreta de uma maneira distinta.

O sangue colorido que circula nos hemocentros

Negar relações homossexuais é usual na triagem dos hemocentros. O assunto é delicado, e o voluntário introjeta de tal forma o pensamento da sociedade em relação à homossexualidade que, muitas vezes, culpa-se por desejar outro homem e conflita-se com valores que, desde a infância, controlam e orientam sua sexualidade. As entrevistas para doação de sangue são confidenciais, mas mesmo assim a repressão e a intolerância sexual estimulam os voluntários a mentir sobre práticas sexuais com outros homens. A escritora e psicanalista Regina Navarro Lins, 61 anos, lembra que, apesar da crescente liberação de costumes, os gays continuam sendo hostilizados pela sociedade e que também encontram em si mesmos o medo de enfrentar sentimentos por pessoas do mesmo sexo: “O pior inimigo dos homossexuais é a sua própria homofobia”, diz ela.

Apesar da proibição, homossexuais são doadores regulares em alguns hemocentros brasileiros (Foto: João Marcelo Faxina)

Os voluntários que assumem práticas sexuais com outros homens são, então, gays assumidos ou com certa aceitação de seus comportamentos. São homossexuais como Bruno (nome fictício), 20 anos, que descobriu seu desejo por homens na adolescência, teve o apoio de amigos, contou aos pais e hoje tem um relacionamento de quase dois anos com parceiro fixo. Ele doa sangue regularmente no Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc), em Chapecó, e assumiu ser gay na triagem clínica. Bruno pensava não existir mais impedimento aos HSH e não concorda com ele: “Não tem como você caracterizar a opção sexual como grupo de risco. Há outros fatores que já avaliam o comportamento do doador. Eu estou fazendo a minha parte, realizando os exames, sendo sincero nas respostas dos questionários. Não tem por que meu sangue ser descartado”.

A enfermeira responsável pela triagem no Hemocentro Regional de Passo Fundo (Hemopasso), Elaine de Fátima Fernandes da Silva, 36 anos, diz que os pré-requisitos à doação para o grupo dos HSH são os mesmos que para os heterossexuais: utilizar preservativo e/ou ter parceiro fixo. O período é de 6 meses a 1 ano e é definido na entrevista, pelo resultado da aplicação do questionário e pela análise do comportamento de risco ao HIV do voluntário. Alexandre (nome fictício), 24 anos, doou pela última vez há dois meses no Hemopasso e diz que não foi perguntado sobre relações sexuais com outros homens, apenas acerca da última vez em que fez sexo. Ele não sabia da restrição da Anvisa e afirma que se tivesse sido questionado não mentiria: ficaria sem doar.

Para o responsável técnico pelo Hemocentro Regional de Palmeira das Missões, Péricles Bitencourt Vargas, 48 anos, são exigidos seis meses de uso de preservativo ou seis meses sem proteção – aos voluntários com parceiro fixo – para concluir o processo de doação. Segundo Vargas, não há diferenciação entre o que é cobrado dos HSH: “Tudo depende de como é a vida sexual dele, de como se relaciona, se usa camisinha”.

No Hemocentro Regional de Santa Maria, Márcio (nome fictício), 21 anos, afirma que também não foi questionado sobre ter feito sexo com outros homens e que nenhuma de suas respostas poderia ter revelado sua homossexualidade. Ele doa desde de 2008 sem saber do impedimento da Anvisa.

Um veto controverso

O pré-requisito da Anvisa, por mais que não seja aplicado em alguns hemocentros brasileiros, é motivo de muita discussão e polêmica. Os homossexuais que atendem a todas regras da doação sentem-se discriminados pela portaria e não encontram explicação para o impedimento, já que fazem sexo seguro e, muitas vezes, são mais cuidadosos que heterossexuais. Os ativistas procuram respaldo nos Ministérios Públicos e põe em xeque a legitimidade da decisão, mas eles também vão de encontro a dados epidemiológicos e à justificativa de que grande parte dos países posiciona-se de maneira semelhante à brasileira (veja texto abaixo). É crescente o abandono de denominações como grupo de risco, contudo uma possível mudança na resolução enfrenta a resistência de muitos centros médicos.

As pesquisas que são base para os defensores da restrição aos HSH também servem aos discordantes, mas para refutar o procedimento. Isso acontece porque o cenário epidemiológico do HIV está mudando. De acordo com os boletins do Ministério da Saúde, há mais de uma década o número de contaminados heterossexuais (com mais de 13 anos) é maior que o de homossexuais. Em 2007, por exemplo, o número de heterossexuais que contraíram HIV é mais que o dobro de homossexuais, e maior que o de gays e bissexuais juntos. Segundo pesquisa do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do MS, porém, a taxa de prevalência do HIV no grupo dos HSH é bem maior que no de homens em geral. Enquanto a população masculina de 14 a 49 anos apresenta incidência de 0,8%, na de gays e outros HSH foi encontrada a taxa de 10,5%. A mesma pesquisa, realizada em dez cidades brasileiras, constatou que os HSH se testam mais, percebem-se mais em risco e utilizam mais o preservativo na primeira relação do que a população de homens em geral.

A testagem clínica das bolsas de sangue é contestada por Irina Bacci, 39 anos, Secretária Geral da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), que afirma existir uma falha no processo de verificação do sangue doado: “O Ministério da Saúde optou por não verificar a bolsa pós-doação, e sim por minimizar riscos de infecção da mesma, apostando ainda no conceito antigo e equivocado de grupo de risco”. A janela imunológica – intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus da Aids  e a produção de anticorpos no sangue – do HIV, segundo o MS, é de aproximadamente 22 dias. Dificilmente o período de supressão do vírus e, por conseguinte, sua detecção nos exames, ultrapassa três meses. Como medida de segurança, no entanto, na triagem dos hemocentros, exigem-se seis, pois a partir desse período os exames seriam totalmente eficazes na identificação do vírus. A questão colocada por Bacci é frequentemente levantada por outros ativistas e HSH: por que é necessário um ano de abstinência sexual se a testagem se diz completamente segura num período duas vezes menor?

Como é no mundo

Os HSH enfrentam restrição ou proibição permanente à doação sanguínea na maioria dos países. O US Food and Drug Administration (FDA), órgão governamental dos Estados Unidos que regulamenta alimentos e medicamentos, adota o veto desde 1983. Em junho desta ano, o Comitê Consultivo de Segurança e Disponibilidade de Sangue (CCSDS), reuniu-se para reavaliar as normas americanas e, por 9 votos a 6, mateve a proibição aos HSH.

O produtor cultural Marcos Sá de Paula, 59 anos, morou nos Estados Unidos de 1999 a 2001 e, quando passou pelo processo de triagem no curso de inglês para estrangeiros que frequentava, foi impedido de completar a doação pois havia feito sexo com homens nos últimos 20 anos. Para o FDA, homens que se relacionaram sexualmente com outros depois de 1977 são potenciais transmissores do HIV, já que a epidemia ocorreu no início dos anos 80. É crescente, entretanto, a discussão dessas regras e a liberação parcial da doação pelos HSH, como aconteceu este ano com a Suécia, que desde março adota o mesmo pré-requisito que o Ministério da Saúde brasileiro.

O sangue dos HSH nos tribunais

No Brasil, a resolução da Anvisa já foi questionada judicialmente algumas vezes e, segundo Gustavo Bernardes, 35 anos, advogado e Coordenador Geral do grupo SOMOS, de Porto Alegre, é incoerente em sua redação: “O Ministério da Saúde tem alegado que não há proibição desde que a pessoa permaneça 12 meses sem praticar sexo com outra pessoa do mesmo sexo. Ora, essa imposição se equivale à imposição de uma abstinência sexual, o que contraria as orientações do próprio Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde”.

Aos homossexuais e demais homens que se sentirem discriminados pela restrição, Bernardes recomenda que procurem o Ministério Público Federal e as ONGs de direitos humanos. A ABGLT notificou por ofício seu posicionamento ao MS, e a Procuradoria dos Direitos dos Cidadãos está verificando a possibilidade de intervenção jurídica. Para Bacci, os principais entraves são mesmo as justificativas epidemiológicas.

Neste ano, de 2 de junho a 2 de agosto, o MS lançou uma consulta pública na internet para que os setores especializados e a sociedade em geral contribuíssem com sugestões para as ações em saúde no país e, dentre elas, estava a revisão das normas de doação de sangue. Uma possível alteração no pré-requisito aos HSH já foi negada pelo MS. A Assessoria da Anvisa, contudo, declara que “a medida pode ser revogada a qualquer momento, e a partir daí tudo a respeito de doação de sangue será responsabilidade do MS”. O Ministério da Saúde não respondeu aos e-mails e, pelo telefone, afirmou que entraria em contato, mas ainda não revelou sua posição em relação aos casos de doação por HSH.

O que dizem os hemocentros

Milton Maus, 63 anos, Coordenador de Enfermagem do Hemocentro Regional de Santa Maria, declara que na triagem clínica é verificada a relação sexual do voluntário com outros homens. Para ele, o doador pode ter mentido na aplicação do questionário. Devido à reforma pela qual passou o hemocentro nos últimos anos, Maus diz que também é possível que o voluntário não tenha sido perguntado sobre o assunto já que os enfermeiros não receberam treinamento adequado, no início de 2008, para realizar a triagem. Hoje, porém, afirma que o processo de triagem respeita o que está disposto na RDC 153/2004 da Anvisa.

O Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc), de Chapecó, não retornou o contato por telefone.

Na Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas), de Juiz de Fora, não foi encontrado o responsável pela triagem clínica de doadores para comentar o caso.

Conheça o vírus da herpes

(publicado em 10/11/2010)

O herpes Zoster é um dos mais preocupantes, pode ser um aviso de doenças mais graves como câncer e AIDS

Mariane de Oliveira

A herpes pode ser transmitida através do beijo se um dos parceiros apresentar lesão na boca (Foto: Mariane de Oliveira)

O vírus da herpes pode circular no organismo e não se manifestar, mas, se manifestado, pode causar desde uma simples irritação a infecções no pulmão e cérebro, levando à cegueira e até a morte. O herpes engloba oito tipos de vírus diferentes, sendo uns mais conhecidos e mais frequentes, como o vírus simples (VHS ou HSV) tipos 1 e 2, o herpes zoster e o Epstein-Barr (EBV). A contaminação se dá através do contato direto com a pele.

No VHS-1, as bolhas aparecem acima da cintura e nos lábios, já o VHS-2 atinge regiões abaixo da cintura e mais próximas ao genital. O médico Alex Fernando Fumagalli diz que os dois vírus podem provocar infecções em ambas as localizações, causando febre, dor de cabeça, náuseas, indisposição, dor de garganta, perda de apetite, além de gengivite intensa.

O terceiro tipo de herpes é causado pelo vírus Varicela-Zoster e é o mais preocupante, provoca catapora na primeira contaminação. Esse vírus causa o herpes zoster, conhecido como “cobreiro” e se manifesta em adultos que já contraíram a catapora. Esse terceiro tipo de herpes atinge os nervos, causa bolhas na pele, vermelhidão e o indivíduo passa a sentir calor, coceira, formigamento e muita dor. O aparecimento do herpes zoster pode ser o primeiro sinal de doenças como AIDS, câncer e diabetes.

Outro tipo de vírus do herpes é o Epstein-Barr, também chamado de “doença do beijo”. É transmitido através da saliva e causa mononucleose – aumento exagerado de leucócitos. A principal forma de transmissão do vírus é através do beijo e apresenta como sintomas dor de garganta, febre e aumento dos gânglios linfáticos.

Fumagalli lembra que a herpes não tem cura, mas os vírus simples e o zoster podem ser tratados com antivirais. Em casos mais sérios, o tratamento é feito de acordo com os sintomas e com antiviral específico, e ele recomenda ter sempre um acompanhamento médico. É importante levar em consideração algumas precauções para não contrair a doença, como lavar as mãos várias vezes ao dia, praticar atividades que aliviem o estresse, evitar tocar nas feridas, não compartilhar objetos pessoais como toalhas e itens de maquiagens e não beijar o(a) parceiro(a) se estiver com lesão nos lábios.

Voltas na cama

(publicado em 08/10/2010)

De leite morno a antidepressivo, cada um tem seu jeito de combater a insônia

Martha Steffens

Fatores culturais também interferem na qualidade do sono (Foto: João Marcelo Faxina)

Uma boa noite de sono é muito importante para que as pessoas tenham maior disposição para enfrentar as atividades do dia a dia. Hoje, contudo, elas estão tendo cada vez mais dificuldade para dormir em decorrência de vários fatores prejudiciais, como estresse, ansiedade e depressão. Por isso, buscam outras alternativas para conseguir relaxar e descansar melhor, como uso de medicamentos e também de opções naturais, como os fitoterápicos. Alternativas não-medicamentosas também são utilizadas com frequência, como o consumo de leite morno e o banho quente.

É comum pensarmos que oito horas de sono são necessárias para o total descanso, mas algumas pessoas podem dormir cinco horas e estarem ótimas no outro dia. Mais importante que o volume total de sono é a sua qualidade. Muitos dormem 12 horas e acordam cansados devido a períodos de micro-despertar durante o sono, que se torna superficial e ineficiente para o descanso.

O sono não é ausência da atividade cerebral, e sim da capacidade de vigia, de percepção do ambiente onde se está. O cérebro continua funcionando em um ritmo diferente. Existem quatro estágios catalogados, chamados de “arquitetura do sono”, que refletem a profundidade do sono. Os estágios mais superficiais são os que mais fácil você será despertado, e os estágios mais profundos os que será mais difícil de trazê-lo à tona. A atividade elétrica cerebral se modifica em cada um desses estágios e, dessa forma, é possível reconhecer em qual estágio se está através de exames como polissonografia e o encefalograma.

Há também o sono REM (movimento rápido dos olhos), que representa uma parcela menor do volume total do sono e que acompanha as fases dos sonhos. Existe um período de latência (período de transição entre a hora em que se deita na cama e e quando se pega no sono). Entre o começo do sono e o sono REM (dos sonhos) existe um intervalo que varia de uma pessoa para outra, mas em média em torno de 90 minutos, manifestado principalmente na parte tardia da madrugada.

Segundo o neurologista Auredi Teixeira, existem elementos que interferem na qualidade do sono, como a ansiedade, o consumo excessivo de cafeína, chimarrão, chocolate, alguns tipos de chás, guaraná e outros estimulantes químicos, como o álcool. As pessoas, usualmente, ingerem esses estimulantes a fim de permanecerem acordadas para estudar ou trabalhar, mas em vez de se concentrarem ficam mais dispersas e fatigadas. Fatores culturais também influenciam no sono: a noite deixou de ser um período de descanso e reposição e passou a ser um turno de trabalho e estudo para muitos. Teixeira afirma que a conseqüência mais óbvia de não dormir bem é a sensação de sono e cansaço. Além disso, alterações no humor, como irritabilidade, perda de peso relacionada a alterações no apetite, dificuldade de memória e concentração também podem surgir devido à má qualidade ou mesmo ausência de descanso.

Quem faz uso de medicamentos para dormir acaba não tendo um sono reparador, mas, segundo o médico, por pior que seja o sono ainda é melhor que não dormir. Além de remédios específicos, os insones por vezes consomem outros medicamentos que provocam efeitos similares, como sedativos e antidepressivos. A aposentada J. S., 59, que faz uso de medicamento antidepressivo há 22 anos, afirma: “Não consigo me imaginar sem ele. Por causa da depressão, tenho dificuldades para dormir e, consequentemente, estou dependente dele”. Para muitos, como a dona de casa acima, dormir não é tão simples. Aos que sofrem com a insônia e dificuldade em relaxar, o ideal é procurar orientação médica para o tratamento dos distúrbios do sono.

Câmaras de bronzeamento artificial continuam funcionando

(publicado em 29/09/2010)

Mesmo após a proibição legal, clínicas de estética ainda expõem clientes às radiações UVA e UVB

Luiz Fernando Barp

Camas continuam em funcionamento mesmo após a proibição da Anvisa (Foto: João Marcelo Faxina)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da Resolução RDC 56/09, proibiu, em novembro de 2009, a utilização das câmaras de bronzeamento artificial em todo o país. Segundo o advogado Marcio Betineli, 33, além do uso, a norma vetou o recebimento em doação, o aluguel, a importação e a comercialização desses equipamentos.

Muitos centros manifestaram-se contra essa resolução e buscaram na Justiça a liberação do uso das lâmpadas bronzeadoras para fins estéticos. Alguns tiveram êxito, conseguindo, através de liminares, a autorização para que seus clientes realizassem o bronzeamento artificial.

Na cidade de Frederico Westphalen, pelo menos um estabelecimento ainda fornece o método artificial de bronzeado. Ana (nome fictício), estudante de Farmácia, 23, informa que realizou dez sessões do procedimento neste ano e confirma que não lhe foi requisitada autorização médica. Após algumas sessões, a estudante declara que sentiu ardência e vermelhidão na pele.

O que muitos adeptos do bronzeamento artificial desconhecem é que os danos da irradiação das câmaras são cumulativos e, por isso, podem se manifestar mesmo anos depois. Em conversa com Prosa & Prozac, a médica dermatologista Luciana T. Gauer, 33, alerta sobre os riscos que essa prática pode causar, como envelhecimento precoce, câncer de pele (melanoma), manchas, e até herpes. O tabagismo, o alto índice de estresse e o contato com gases poluentes podem colaborar para que esses sintomas apareçam mais cedo.

“O único caso aceitável, por profissionais da saúde, para a emissão de raios ultravioleta na pele é no tratamento de doenças como psoríase e vitiligo. Entretanto, a quantidade de tempo que a pele fica exposta a esses raios é reduzida. Mesmo assim, o paciente é avisado das conseqüências que esse tratamento pode ter a longo prazo”, afirma a dermatologista.

O ideal é que aqueles que desejam ter uma pele bonita e morena busquem um método saudável. O contato com o sol frequente e em pequenas porções é a melhor forma de ficar com a “cor do verão”. Com a proximidade da estação mais quente do ano, médicos recomentadam evitar o sol das 11h até às 15h e usar sempre o filtro solar.

Secretaria de Saúde de Frederico Westphalen incentiva a doação de sangue

(publicado em 25/09/2010)

Campanha leva doadores ao Hemopasso de Passo Fundo

Marcielle Martins

Material alerta sobre a importância de ser um doador (Foto: Marcielle Martins)

A Secretaria da Saúde do município de Frederico Westphalen, em parceria com o Hospital Divina Providência, estimula a doação sanguínea através da campanha “Doar sangue é um gesto de amor, é um ato solidário”. A iniciativa abarca a conscientização através da distribuição de folders e, uma vez por mês, a prefeitura disponibiliza transporte ao Hemopasso de Passo Fundo aos interessados em contribuir com a campanha.

Segundo Thaís Candaten, uma das apoiadoras do projeto, o trabalho iniciou há 2 anos, e a campanha começou através de divulgação nas rádios locais convocando os frederiquenses a preencher um cadastro na Secretaria para serem doadores. “Houve um resultado enorme e boa aceitação. Começamos com um grupo de 48 doadores, depois disso mensalmente mandamos doadores para Passo Fundo”, diz ela.

Thaís faz um apelo para a comunidade: “As pessoas podem organizar grupos em escolas, faculdades, enfim, qualquer grupo social. É só definir datas, e entrar em contato conosco que colocamos o transporte à disposição”.

A doação

Que o sangue é um composto de células que cumprem funções como enviar oxigênio a cada parte do nosso corpo , proteger nosso organismo contra algumas infecções e ainda participar na coagulação muitos sabem. Mas da importância de ser um doador e do valor que esse gesto tem para uma vida muitos parecem desconhecer. Os números são assustadores: segundo dados do Ministério da Saúde, apenas duas a cada cem pessoas são doadoras de sangue no Brasil. Número muito pequeno já que todos os dias acontecem acidentes, pessoas passam por cirurgias de emergência, transfusões de sangue, sofrem queimaduras ou mesmo são hemofílicas (a hemofilia é uma doença hereditária que dificulta a coagulação sanguínea, aumentando o risco de hemorragias).

A estudante Angélica Aires, 21 anos, doadora assídua desde os 19, sempre reconheceu a importância da doação: “Em Santa Maria, onde doo sangue, intercalo entre o Hemocentro da cidade e os outros Hospitais. O motivo principal pelo qual eu doo sangue é poder ajudar alguém, ajudar a manter o estoque do banco de sangue e, também, pelo fato de que um dia eu poderei precisar de doações”, afirma ela.

Já o estudante Marciano Voss, 27 anos, foi incentivado por amigos que já eram doadores. Ele lembra os benefícios da prática: “É importante doar sangue, assim ajudo pessoas que necessitam de sangue a continuar vivendo, fico em dia com os exames e ainda divulgo a doação de sangue para as pessoas próximas”, conclui o estudante.

Se você também quer ser um doador, informe-se na Secretaria Municipal de Saúde pelos telefones (55) 3744 – 6922 e 3744 – 4911

A partir de hoje frederiquenses podem utilizar serviços do SAMU

(publicado em 14/09/2010)

O Serviço de Atentimento Móvel de Urgência começa a atender pelo 192

Shana Rocha Nazário

Ambulância do Suporte Básico do SAMU (Foto: Shana R. Nazário)

Às 7h da manhã de hoje entrou em funcionamento a prestação de serviços do SAMU através do número 192, com ligação gratuita. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência está provisoriamente localizado no Centro Municipal de Saúde, ou simplesmente Posto de Saúde.

O projeto SAMU, inicialmente, conta com o Suporte Básico e aproveita a estrutura já existente no Posto, fazendo uso de um alojamento (feminino e masculino), de uma cozinha e de um banheiro. A equipe é composta por 11 integrantes – 5 condutores e 6 técnicos em enfermagem – que irão trabalhar em duplas de um condutor e um técnico por turno.

Adriana Burin, enfermeira-chefe e responsável pela supervisão da equipe, diz que serão feitas reuniões mensais para verificar as necessidades de capacitação do pessoal que presta os atendimentos socorristas. Explica ainda que esses atendimentos somente serão realizados mediante autorização da Central de Regulação que, no Rio Grande do Sul, localiza-se em Porto Alegre, a mais de 400km de Frederico Westphalen.

O técnico em Enfermagem Pablo Verdeja é um dos socorristas da equipe de atendimento (Foto: Shana R. Nazário)

O serviço foi criado para dar mais mobilidade a atendimentos de emergência, facilitando o socorro em casos urgentes. Quando acionado o serviço através do número 192, a ligação chegará à Central de Regulação e, se confirmada a necessidade de atendimento, ela será transmitida para o médico responsável. Ele procederá como que em uma ‘consulta’ por telefone e repassará a ligação para a cidade de onde a pessoa faz a ligação. Nesse momento, um condutor e um técnico em enfermagem se deslocarão de ambulância para realizar o procedimento de socorro.

O Suporte Avançado do SAMU também está previsto para se instalar na cidade. A data ainda é incerta, no mês de outubro ou novembro deve-se ter mais informações. Com a vinda do Suporte Avançado, o SAMU deverá ganhar sede própria, com local ainda indefinido, onde funcionará os dois suportes juntos (o Básico e o Avançado) com mais estrutura e espaço físico.

Vale lembrar que o SAMU deve ser chamado apenas em casos graves e em que a pessoa não tenha como se deslocar, evitando assim que a equipe seja mobilizada sem necessidade e que outros atendimentos de emergência possam ser feitos.

Aumenta procura por medidores de pressão digitais

(publicado em 31/08/2010)

Aparelhos que ajudam a controlar casos graves de hipertensão são alternativa aos medidores manuais

Priscila da Silveira

Modelo de medidor de pressão digital (Foto: Marcielle Martins)

A pressão nos acompanha desde que nascemos e, em muitos casos, é a responsável por graves acidentes. Porém, é tão essencial à vida quanto nossos batimentos cardíacos. O controle da pressão é fundamental, e o descuido pode trazer sérios riscos à saúde humana.

Devido a esse controle básico da pressão é que estão sendo usados corriqueiramente os aparelhos de pressão digitais. Segundo a farmacêutica Cristiana Maria Trento, 31, os aparelhos são vendidos, em sua maioria, a pessoas da terceira idade pois, apesar de menos precisos que os manuais, são de fácil medição: “Os medidores digitais são bem precisos se usados corretamente. Sempre explicamos para nossos clientes a forma correta de uso, para que não ocorram erros. Sabemos que o medidor de pressão manual é o mais preciso, mas como muitas pessoas não sabem usá-lo, pois é de difícil manuseio e recomendado somente para profissionais da área da saúde, acabamos indicando o aparelho digital, que é mais fácil e de boa qualidade” afirma Cristina.

Farmacêutica indica a posição correta para medir a pressão (Foto: Priscila da Silveira)

O aparelho digital de pulso mede a oscilação do sangue, ou seja, o monitor detecta o movimento do sangue através das artérias e converte em movimentos dentro do leitor digital. Esse método de medir a oscilação não precisa de um estetoscópio, o que torna fácil a obtenção de medidas. Entretanto, o pulso, que contém o aparelho, deve estar na altura do coração para que o resultado seja correto. Como o medidor de pressão de braço já está fixado na altura do coração é considerado por muitos farmacêuticos, o mais preciso dos medidores digitais.

Em todos os casos de medição, a pessoa deve estar sentada e parada para descanso por no mínimo 5 minutos, tudo isso para que o resultado seja o mais preciso possível.  O aparelho é recomendado principalmente em casos de hipertensão, onde os valores precisam ser analisados constantemente para verificar a eficácia da medicação.

A chupeta virou termômetro!

(publicado em 27/08/2010)

Mais facilidade e conforto na hora de medir a temperatura do bebê

Shana Rocha Nazário

Termômetro-chupeta já pode ser encontrado em FW (Foto: Shana R. Nazário)

A chupeta-termômetro é um produto criado exclusivamente para medir a temperatura dos bebês de 0 a 3 anos com mais facilidade e maior precisão. Ela surgiu pra dar uma mãozinha aos pais que têm dificuldades de verificar quando o seu filho está ou não com febre.

Das farmácias localizadas no centro de Frederico Westphalen, a chupeta-termômetro foi encontrada apenas em uma, por R$19,90, da marca Baby Confort. A atendente da farmácia, Geiziqueli Desgub, informou que há mais de um ano já trabalham com esse produto e, por não ser tão comum às pessoas, ele é pouco vendido.

A fabricante nacional do produto é a única que conseguiu o registro dentro das normas de qualidade e segurança exigidas pelo Inmetro e pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A empresa adverte que a chupeta-termômetro não deve substituir a chupeta convencional.

Daniele Maffini Catelan Becker, gestante, está montando o enxoval do seu bebê e já adquiriu uma chupeta-termômetro. Ela diz que o preço é acessível e que traz mesmo praticidade, já que na hora de medir a temperatura o bebê fica muito inquieto. Ela conheceu a chupeta-termômetro através dos sobrinhos que já usam e ficam mais tranquilos do que quando são utilizados termômetros convencionais.

A Baby Confort emite um sinal sonoro quando a temperatura está muito alta e ainda memoriza a última medição para que se possa ter um registro da temperatura normal da criança.  Apenas o bico é à prova d’água, portanto não se deve colocar o display em contato com ela. A limpeza deve ser feita com um pano seco e esterilizado com álcool, e em hipótese alguma  se deve colocar o bico em água fervente.

É importante reforçar que essa chupeta serve apenas para medição da temperatura, não sendo recomendado que substitua a chupeta tradicional.

 

Caderneta do Idoso começou a ser preenchida hoje no Posto de Saúde de FW

(publicado em 24/08/2010)

Frederiquenses com mais de 60 anos enfrentaram fila para receber a Caderneta, uma iniciativa da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa

João Marcelo Faxina

Posto de Saúde improvisou local para o atendimento dos idosos (Foto:João Marcelo Faxina)

O Posto de Saúde de Frederico Westphalen, localizado na Rua 21 de Abril, s/n, centro, iniciou hoje o preenchimento da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, livreto criado em 2007 pelo Ministério da Saúde como estratégia para um acompanhamento mais controlado da saúde dos idosos. Excepcionalmente hoje, a população acima de 60 anos foi atendida nos turnos da manhã e da tarde. No decorrer da semana, porém, apenas à tarde será possível completar a Caderneta.

O Ministério da Saúde, de acordo com o Manual de Preenchimento (2006), destaca como função principal da Caderneta o levantamento contínuo das condições do idoso e de outras questões que possam interferir em seu bem estar. Nessa coleta de dados, o idoso é questionado sobre internações, histórico de doenças, medicamentos em uso, se há alguém para assisti-lo caso adoeça, entre outras perguntas que possam auxiliar seu atendimento no sistema de saúde público ou privado. Como ilustra Scheila Maria Vendrusco, agente responsável pelas entrevistas no Posto de Saúde: “Caso o idoso vá a um médico desconhecido, ele vai ter o diagnóstico dessa pessoa. Quando for viajar, caso fique doente, o médico vai saber se essa pessoa já internou, se já passou mal, se não pode tomar tal medicamento, toma tal medicamento controlado. São informações úteis ao médico a respeito do paciente”.

Para o preenchimento da Caderneta é necessário que o idoso leve consigo o cartão do SUS, a identidade, a carteira de vacinas e as receitas dos medicamentos que toma regularmente (se não souber o nome e a dosagem). Como lembra Vendrusco, a apresentação desses documentos é imprescindível para o cadastro, inclusive alguns não puderam ser realizados por falta dessa documentação.

Até o final da tarde de hoje, cerca de 20 pessoas haviam passado pelo Posto e retirado a Caderneta, entre elas Valdelírio Alexandre, 64 anos, aposentado, que destacou: “A demora foi pouca, fila mesmo foi a que encontrei hoje pra consultar”. O Posto Municipal, contudo, não será o único local para o preenchimento da Caderneta, haverá mutirões de voluntários no SESC e nos grupos de Terceira Idade. Os idosos da zona rural que recebem medicamentos da Secretaria de Saúde e não possuem condição de deslocamento serão visitados em seus domicílios. Segundo Vendrusco, a princípio não há prazo oficial para encerramento das entrevistas.

SAMU será implantado em Federico Westphalen

(publicado em 17/08/2010)

Até o final deste mês o serviço estará disponível aos frederiquenses

Mariane de Oliveira

Centro Municipal de Saúde é local provisório do SAMU (Foto: Mariane de Oliveira)

No final de agosto, a cidade de Frederico Westphalen irá contar com os Serviços de Atendimento Móvel de Emergência – SAMU – através do número 192, com chamada gratuita. O atendimento funcionará 24h por dia nas dependências do Centro Municipal de Saúde, localizado na Rua 21 de Abril, s/n, centro da cidade.

A enfermeira Lore Duarte, que trabalha no Posto de Saúde, diz que no próximo dia 24 será realizado o treinamento teórico, em local ainda indefinido, assim como o treinamento prático. A equipe de doze funcionários especializados em atendimentos de emergência atenderá Frederico e cidades próximas (até 50km de distância).

No início, o serviço oferecerá apenas o Suporte Básico em anexo ao Centro de Saúde. As chamadas emergenciais pelo telefone 192 serão recebidas por técnicos da Central de Regulação em Porto Alegre e em seguida pelo médico responsável, que irá verificar a urgência do caso. Quando confirmada a situação, a ligação é repassada para a unidade de atendimento da cidade em que a pessoa reside. Quem fará o atendimento será o auxiliar técnico em enfermagem com qualificação em resgates e o condutor do veículo que possui conhecimentos básicos de saúde.

Até o final de 2010, a Unidade de Saúde espera contar com a implantação do Suporte Avançado do Salvar/SAMU 192, com mais profissionais e ampla infraestrutura. Esse projeto do Ministério da Saúde iniciou em 2003 e tem parceria com as Secretarias Municipais de Saúde, abrangendo atualmente todos os estados brasileiros e 151 Centrais de Regulação Médica que cobrem 1.286 municípios até agora.

Para mais informações, como quando chamar o SAMU, visite o Portal da Saúde.