Nutrição

Lançado concurso de receitas para RU da UFSM

(publicado em 20/05/2011)

Em breve, novo cardápio no RU do CAFW/CESNORS (Foto: João Marcelo Faxina)

O Colégio Agrícola de Frederico Westphalen (CAFW) e o Centro de Ensino Norte do Rio Grande do Sul (CESNORS) em breve contarão com novo cardápio no Restaurante Universitário. Está aberto o concurso de receitas para a escolha de novos pratos para serem servidos aos estudantes. Para participar é só enviar sua receita para Caroline Dourado, nutricionista do RU, por meio do e-mail carol_nutri@smail.ufsm.br. O prato deve ser de fácil preparação, de baixo custo e possível de ser preparado para uma grande quantidade de comensais. Além de receitas de pratos salgados, podem ser incluídas sobremesas. Participe!

O perigo atrás do balcão

(publicado em 14/04/2011)

Alimentos comprados em estabelecimentos podem causar intoxicações e infecções alimentares

Luiz Fernando Barp

Conhecer o estabelecimento antes de consumir seus produtos é essencial (Foto: Luiz Fernando Barp)

O recheio do pastel,o sabor do x-salada ou o molho do cachorro-quente comprados na lanchonete da esquina podem não ser tão apetitosos como aponta o cardápio. “Hoje sou vegetariano porque acho perigoso ficar comendo carne em estabelecimentos estranhos, tenho medo” afirma o agrônomo Fernando Campestrini, 27 anos.

Quem nunca experimentou comida estragada? “Na época do vestibular paramos em uma lanchonete na estrada, no caminho da universidade onde seria realizada a prova, e uma amiga comprou um pastel. O resultado foram dores de barriga, enjôo e quase que ela ficou impossibilitada de fazer a prova”, conta a estudante Fabiane Paza, 20 anos.

O risco de intoxicação alimentar em bares e lanchonetes é grande, tendo em vista que os estabelecimentos podem não seguir as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para alertar os leitores, Prosa & Prozac procurou uma técnica em alimentos, que fez algumas observações sobre os lanches ingeridos diariamente por grande parte da população. Confira abaixo trechos da entrevista com Gabriela Bristott:

Prosa & Prozac: Dentro de uma lanchonete, quais os pratos mais suscetíveis à contaminação?

Gabriela Bristott: De modo geral, são aqueles que entram em contato com o manipulador diretamente e, muitas vezes, não têm a necessidade de serem submetidos a uma alta temperatura para pasteurizar o alimento.

Alimentos que entram em contato com o manipulador contaminam mais (Foto: Luiz Fernando Barp)

P&P: Que cuidados deve-se ter com as carnes servidas?

GB: Em primeiro lugar, é necessário conhecer o estabelecimento de onde vem a carne para se ter certeza de que o produto tem qualidade. Depois disso, na hora do armazenamento, deve-se ter cuidado com as datas do freezer. Na questão de manipulação, é importante que a carne não seja manuseada perto de lixeiras e o descongelamento deve ocorrer em ambiente refrigerado.

P&P: Como deve ser o ambiente da cozinha de uma lanchonete? O que dever ter ali, ou não ter?

GB: O ambiente deve ser mapeado com pontos críticos, ou seja, locais de perigo dentro do estabelecimento e também deve ter um mapa indicando os locais onde há armadilhas para insetos e roedores. É necessário colocar tela nas janelas para evitar a entradas de animais indesejáveis, os lixeiros devem ter tampas, e tudo deve estar limpo e ser sanitizado após o uso.

P&P: Existem formas de examinar o lanche pronto antes de comer?

GB: Microbiologicamente, não. Por isso é necessário você saber se o ambiente em que você está comendo está dentro das normas da vigilância sanitária. Claro que olhar não faz mal, porque já teve muitos casos de lanchonetes servirem pão mofado, e isso é muito complicado, às vezes pode ser negligência dos funcionários, outras vezes não.

P&P: Quais as principais doenças que podem ser adquiridas em lanchonetes?

GB: Principalmente intoxicações e infecções alimentares, devido a práticas erradas de fabricação. Há muitos casos de salmonela, listeria entre outros.

Diabetes assume proporção de epidemia global

(publicado em 25/10/2010)

Segundo o Ministério da Saúde, doença já afeta cerca de 246 milhões de pessoas

Mariane de Oliveira

Exagero no consumo de açúcar pode causar falência pancreática (Foto: Mariane de Oliveira)

De acordo com o Ministério da Saúde, o diabetes afeta cerca de 246 milhões de pessoas em todo o mundo. A previsão para 2025 é que esse número aumente para 380 milhões. No Brasil, a ocorrência média de diabetes na população adulta (acima de 18 anos) é de 5,2%, o que representa 6.399.187 de pessoas que confirmam ser portadoras da doença. A incidência aumenta com a idade, e o diabetes atinge 18,6% da população acima de 65 anos.

Existem dois tipos de diabetes: o diabetes mellitus tipo 1 – caracterizado pela dependência da insulina, que deve ser ministrada através de injeção – e o diabetes mellitus tipo 2 – que surge como consequência de uma produção insuficiente de insulina ou resistência do organismo à sua ação. O diabetes tipo 1 é diagnosticado, em geral, durante a infância, enquanto o tipo 2 desenvolve-se ao longo da vida madura. Segundo o médico clínico geral Uilson Gemelli dos Santos, ocorre uma disfunção no pâncreas, órgão responsável por secretar a insulina (substância fundamental para carregar o açúcar na corrente sanguínea.

Enfermeiro Angelo de Oliveira mostra ampola de insulina usada no tratamento do diabetes tipo 1 (Foto: Mariane de Oliveira)

Uilson explica que uma vida inteira de má alimentação pode fazer com que o pâncreas se sobrecarregue e, assim, diminua a produção de insulina. Desse modo, acontece um grande aumento de açúcar no sangue e não há insulina suficiente para transportá-lo aos tecidos. É necessária, então, a utilização de fármacos para estimular o pâncreas a produzir insulina e, em últimos casos, ela será administrada de forma injetável.

O enfermeiro Angelo L. de Oliveira lembra alguns hábitos importantes para cuidar da saúde e da taxa glicêmica no sangue: “Ter uma alimentação balanceada, sem exagerar no amido e açúcares em geral, pode ajudar as pessoas a não desenvolver o diabetes, além de praticar exercícios físicos de forma adequada e sem exageros. Vale lembrar também que é muito importante ter acompanhamento de um profissional da saúde”.

Diabéticos devem buscar um tratamento adequado à gravidade da sua doença. Se não tratada, o diabetes pode causar graves problemas, como derrame cerebral, insuficiência renal, infarto, problemas visuais e problemas com cicatrizações. É importante a conscientização e mudança de hábitos de toda a população, já que o diabetes atinge de crianças a idosos.

Consumo de multimistura auxilia no funcionamento do intestino

(publicado em 22/09/2010)

Em Frederico Westphalen, complemento alimentar pode ser encontrado no Posto de Saúde

Priscila da Silveira

Dona Jurema consome há 3 anos a multimistura do Posto de Saúde ( Foto: Priscila da Silveira)

Dona Jurema consome há três anos a multimistura do Posto de Saúde ( Foto: Priscila da Silveira)

Denominada por muitos como ração humana, a multimistura encontrada no Posto de Saúde de Frederico Westphalen é muito procurada. Esse complemento alimentar é uma evolução da multimistura que surgiu nos anos 80 com a finalidade de combater a desnutrição infantil. O alimento é muito benéfico para a saúde e pode ser encontrado também em pontos de venda de produtos naturais.

A ração encontrada no Posto de Saúde é composta por aveia, linhaça, gergelim, farinha de milho, farinha de mandioca e farelo de trigo – grosso e fino. A combinação desses ingredientes auxilia na diminuição do apetite, na digestão e no bom funcionamento do intestino. Também ajuda na redução das taxas de colesterol, controle da glicemia sanguínea, desintoxicação do organismo e controle dos triglicerídeos e diabetes. A linhaça, o farelo de aveia e o farelo de trigo são fontes de fibras e dão a sensação de saciedade, auxiliando na perda de peso.

A enfermeira Grassiele Pinheiro da Silva diz que o complemento pode ser consumido com a comida, iogurte ou leite. “As agentes de saúde fazem a multimistura uma vez por mês. Notamos que as pessoas que mais consomem são as de 40 a 80 anos de idade, porém ela pode ser consumida por todas as faixas etárias, exceto os bebês.”

A merendeira Jurema Marilha Kruger, 61, consome a multimistura do Posto há 3 anos: “Eu ouvi falar que a multimistura era boa e comecei a consumi-la. Sempre a acrescento no iogurte ou na banana amassada, na parte da manhã, pois esse é o meu café. Eu como duas colheres e isso me alimenta a manhã toda. A multimistura me ajuda muito, pois é muito boa para o colesterol e intestino”, diz ela.

A ração humana é um complemento alimentar e não deve substituir nenhuma refeição. Ela deve ser adicionada na comida, para que possa auxiliar o intestino e controlar o colesterol, além de outros benefícios.

A energia que vem das academias

Moda entre os praticantes de exercícios físicos, os suplementos alimentares podem acelerar o crescimento de músculos e aumentar a disposição dos atletas

Martha Steffens (publicado em 04/09/2010)

Consumo de suplementos deve ser orientado por profissionais da saúde (Foto: Luiz Fernando Barp)

O suplemento alimentar está sendo cada vez mais utilizado nas academias pelos praticantes de musculação. Eles são encontrados nas próprias academias, em farmácias, mercados e pontos de vendas específicos. Há várias composições e tamanhos, cada qual para uma determinada estrutura física, por isso é necessário consultar um médico especialista ou uma nutricionista antes de consumir.

O estudante de Jornalismo Tainan P. Tomazetti, 20, de Frederico Westphalen, toma suplemento há 8 meses. Ele descobriu na própria academia onde malhava e o motivo principal para usar foi o desenvolvimento mais rápido dos músculos, mas também para ter um suporte nutricional, já que gasta muita energia nos treinos.

Com o uso do suplemento alimentar adequado para seu corpo, ele percebeu algumas mudanças positivas no organismo e no próprio corpo: “A principal mudança no uso do suplemento foi o desenvolvimento mais rápido dos músculos e o suporte que ele te traz quando se pratica algum exercício físico, fica-se mais bem disposto para malhar”, declarou Tainan.

Quando o suplemento é usado corretamente, ele traz benefícios na prática de musculação e na nutrição do corpo. Porém, se consumido em excesso, traz danos aos rins e ao fígado. Segundo a nutricionista Juline W. Corá, o suplemento auxilia os atletas a ganhar massa muscular quando sua ingestão for acompanhada de exercícios corretos porque fornece o combustível adequado aos músculos e assim, alimentado, ele responde melhor à prática de atividades físicas.

Quem optar pelo uso do suplemento alimentar não só deve procurar um profissional da área nutricional para saber qual suplemento é o mais indicado para sua estrutura física e idade, mas também um profissional de Educação Física, que indicará o exercício ideal para se obter um resultado saudável. Como os suplementos alimentares são isentos de resgistro na Anvisa – que os classifica como alimento, não medicamento – é importante que também sejam pesquisadas referências sobre o fabricante do produto.

Sal: o mocinho e o vilão dos alimentos

A ingestão controlada é essencial para o bom funcionamento da glândula tireóide, porém seu uso em excesso pode causar hipertensão

(publicado em 02/09/2010)

Mariane de Oliveira

Consumo moderado é a saída pra quem deseja uma vida saudável (Foto: João Marcelo Faxina)

Ele sempre desempenhou um papel importante na conservação dos alimentos, no controle da quantidade de água no organismo e na prevenção do bócio (conhecido popularmente como papo), através da adição de iodo à sua fórmula. Porém, quando usado indevidamente, como costumam milhares de brasileiros, torna-se um risco para a saúde.

O excesso de sal é um dos fatores que mais desestabiliza o bom funcionamento do corpo humano por estar diretamento ligado à hipertensão, mais conhecida por pressão alta. Ela acontece quando a pressão arterial está igual ou maior que 14 por 9, retendo líquido e aumentando o volume do sangue nas veias e artérias. Às vezes é possível ter uma alteração na pressão por motivos banais, como nervosismo ou atividade física desgastante. São considerados hipertensos apenas os que mantém essa pressão constante.

Segundo o enfermeiro Angelo L. de Oliveira, no tratamento da hipertensão geralmente é utilizada uma combinação de dois ou mais remédios.  Ele alerta que é uma doença que não tem cura, mas que os níveis de pressão podem ser controlados seguindo orientações simples, como não exceder 6g de sal diárias, não fumar, ingerir álcool com moderação, praticar atividades físicas e ter uma dieta balanceada, evitando alimentos industrializados e gorduras.

Não é impossível manter uma vida saudável e se manter longe da hipertensão, que leva ao entupimento de artérias, ao infarto e a acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Por ser uma doença que não apresenta sintomas, o Ministério da Saúde estima que hoje 30% da população possui a doença e não se trata.

Apesar dos riscos ocasionados pelo excesso de sal, é impossível imaginar qualquer refeição sem ele. É importante seguir as indicações de quantidade e usar com moderação para que ele não se torne inimigo da nossa saúde.

Uma alimentação sem carne é possível?

As perdas e os ganhos de uma dieta vegetariana

(publicado em 19/08/2010)

Martha Steffens

Exemplo de prato vegetariano: inclusão de outras fontes de proteínas, como a soja (Foto: Priscila da Silveira)

O vegetarianismo está sendo cada vez mais usual entre os jovens. Porém, muitos não sabem como substituir a carne por outros alimentos equivalentes. Para essa mudança, procuram nutricionistas, informações na Internet e conversas com amigos que já aderem a essa prática. Muitas vezes, a visita ao nutricionista é necessária não apenas ao que se refere à alimentação, como também para tranqüilizar os pais de que essa nova prática não colocará em risco a saúde daquele que resolver banir a carne da sua alimentação.

Conforme Thaís R. Marcon, 21, estudante de Ciências Biológicas da Unioeste em Cascavel (PR), procurar a nutricionista serviu para ambos os aspectos: “Procurei mais para tranqüilizar minha família, para mostrar que isso não traria deficiência alguma na minha alimentação, muito pelo contrário, só benefícios. No começo, eles ficaram assustados, afinal é uma coisa nova e diferente”, declarou Thaís.

A estudante afirma que a escolha profissional e por um novo modo de vida foram fatores decisivos em sua escolha. Além desses fatores, documentários também serviram de referência para escolher um ponto de vista sobre o assunto: “Tive um impulsinho de alguns documentários a que assisti na faculdade:  A Carne é Fraca (2005) e Terráqueos (2005), mostram bem o que acontece com os animais até o bifinho prontinho chegar na prateleira do supermercado”.

Segundo a nutricionista Roberta Casarin, 26, a dieta vegetariana apresenta tanto benefícios quanto malefícios à saúde: “Hoje já temos vários estudos que demonstram tanto os benefícios quanto os riscos de uma dieta exclusivamente vegetariana. Entre os benefícios podemos citar uma melhora no perfil lipídico da pessoa (diminuição dos níveis de colesterol total e LDL – lipoproteínas de baixa densidade), diminuição na ingestão de calorias e, consequentemente, emagrecimento, além de apresentar baixo risco para doenças crônicas, como a hipertensão arterial, por serem fonte de vitaminas, fibras, minerais e antioxidantes. Já entre os riscos pode ser citada a deficiência de cobalamina (vitamina B12) levando à anemia megaloblástica e pode haver a deficiência de ferro associada, mascarando este tipo de anemia”, afirma Roberta.

Para aqueles que decidem seguir uma dieta vegetariana é necessário substituir a falta de proteína proveniente da carne por outras fontes como: proteína de soja, leite, suco, alimentos ricos em ferro (feijão, couve, beterraba), grãos de todos os tipos, além do levedo de cerveja. Na dúvida, um nutricionista pode auxiliar na organização de uma dieta livre de carne e, por que não, repleta de saúde.