Prevenção

Todos contra as cáries!

(publicado em 25/05/2011)

Cuidado com a sáude bucal da criança começa ainda na barriga da futura mamãe

Priscila da Silveira

Enzo, de três anos, já escova os dentes sozinho (Foto: Priscila da Silveira)

Os dentes são mais que pura estética: eles são fundamentais para que se tenha uma vida saudável. Na infância, os cuidados com a dentição devem vir desde a barriga da mãe, pois é dentro do útero que os germes dentários começam a se formar. A mãe deve ter uma alimentação balanceada para garantir uma dentição saudável para o bebê. Por isso, na gravidez é essencial se alimentar de forma correta, reduzindo açúcares e carboidratos.

Logo nos primeiros dias de vida, antes mesmo de aparecerem os primeiros dentinhos, a limpeza bucal já deve ser realizada com frequência. Para fazer a higienização da boca da criança, é aconselhável usar gazes ou fralda umedecida em água filtrada. A indicação é que a limpeza seja feita após as mamadas.

A odontopediatra Hermelita da Cas Scapin, 58, diz que o uso de dedeiras é aconselhável para fazer a higienização bucal de um bebê: “quando começam a nascer os primeiros dentinhos, a mãe pode começar a usar as dedeiras, que podem ser compradas em farmácias. O cuidado maior que se deve ter é quando nascem os dentinhos superiores e, principalmente, os molares, que ficam localizados mais ao fundo. Esses dentes inferiores têm tubos e fissuras e, a partir desse momento, a escova deve entrar em ação”, explica Hermelita.

É importante alertar que a cárie é contagiosa e, por isso, nenhum objeto deve passar pela boca de um adulto antes de ser levado à criança. O hábito de experimentar papinhas ou colocar a chupeta na boca para limpá-la pode contaminar e fazer com que surjam as indesejadas cáries.

A escova de uma criança deve ser adequada para a idade dela. De preferência, deve ser pequena e macia. Para tornar a escovação um hábito agradável, alguns pais apostam em escovas e cremes dentais temáticos, como é o caso da camareira Angélica Koop, 33: “Meu filho tem três anos de idade e já escova os dentes sozinho, eu apenas o supervisiono. Como ele gosta de desenhos infantis, nós compramos escovas e cremes dentais dos personagens preferidos dele. Acredito que isso torne a escovação mais interessante para meu filho”, conta a mãe.

Mesmo o flúor sendo um dos principais meios para prevenção da cárie, o creme dental deve ser usado com cautela. A partir do momento em que a criança aprende a cuspir, ela pode fazer uso de cremes dentais. Antes disso, não é necessário. Já o enxaguatório bucal é contra-indicado para crianças menores de seis anos.

A escovação infantil é importante para manter a saúde da boca e do corpo. Se os dentes não estão saudáveis, a alimentação pode ser prejudicada, pois com a falta dos dentes ou com dores fortes provocadas pelas cáries, as crianças acabam não se alimentando de forma correta. Os doces e refrigerantes também são inimigos e, por serem os favoritos das crianças, acabam ajudando na formação de placas bacterianas.

“A cárie é formada quando o dente está com uma sujeirinha, que a gente chama de placa. Esse local contém restos alimentares, e a bactéria vai metabolizar essa sujeirinha e soltar um ácido que vai atacar o esmalte do dente. A parte mineral vai sair e o dente começa a amolecer e aí surge cárie”, acrescenta Hermelita.

O ato de escovar os dentes diariamente deve ser incentivado, porém, por diversas vezes, a escovação é esquecida, seja pela preguiça, ou pela correria do dia a dia. Alguns pais acabam deixando de lado as instruções sobre escovação e permitem que a criança siga a escovação sozinha. Por isso, a escola tem papel fundamental na aprendizagem e construção de hábitos saudáveis.

Professora Josiane auxiliando na escovação infantil (Foto: Priscila da Silveira)

A professora Josiane Cristina Copatti, 34, conta que o maternal da escola Nossa Senhora Auxiliadora realiza o projeto “Conhecendo Minha Identidade” desde fevereiro. Nesse projeto, as crianças puderam conhecer os benefícios de manter a boca livre das cáries.

“A partir desse projeto, nós começamos a fazer a escovação diariamente, após o lanche. Nós ensinamos tudo através de brincadeiras, não forçamos ninguém a escovar. As crianças aprendem e ensinam os pais a fazer em casa, ou seja, o hábito não é mantido somente em ambiente escolar, ele é levado para fora daqui”, comenta Josiane.

É importante manter os dentes de leite saudáveis para que a mastigação ocorra normalmente. Os dentes de leite, chamados decíduos, servem de orientação para os dentes permanentes. Se um dente de leite cair, o dente ao lado tende a inclinar, tomando o espaço daquele que irá nascer. Esse evento pode causar danos na dentição da criança que, provavelmente, terá de usar aparelho.

Os problemas de saúde bucal infantil podem ser evitados com simples iniciativas, como, por exemplo, boa alimentação e escovação correta. É fundamental que a escola também incentive o aluno a escovar os dentes para que ele possa criar o hábito da escovação, levando essa aprendizagem para casa e ensinando aos pais sobre a importância de ter uma boca saudável.

Confira, abaixo, vídeo com dicas de como manter a saúde bucal das crianças:

Vacina anti-HPV para homens!

(publicado em 13/06/2011)

Vacina é liberada para os homens (Foto: Shana Nazário)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina contra o HPV (papilomavírus humano), que já era conhecida das mulheres, aos homens. Pessoas do sexo masculino, de nove a 26 anos de idade, já podem se prevenir contra o vírus que pode causar câncer. No Brasil, existem cerca de 685 mil pessoas que vivem com o HPV, geralmente contraído através de relações sexuais desprotegidas. Cuide-se e informe-se. A vacina contra o HPV é mais um método que irá ajudar manter a sua saúde em dia.

Sem vergonha de mostrar as pernas

(publicado em 22/05/2011)

Saiba quais são os estágios e como os seus hábitos podem interferir no aparecimento da celulite

Mariane de Oliveira

A fisioterapeuta Taciana em sessão anticelulite com paciente (Foto: Mariane de Oliveira)

Muitas mulheres ficam apavoradas ao perceber um furinho na coxa ou no bumbum.  A celulite é uma inflamação do tecido subcutâneo e resulta de um acúmulo de gordura na hipoderme (camada mais profunda da pele), que provoca nódulos, devido ao crescimento exagerado de células de gordura, que, por serem resistentes e flexíveis, podem crescer até 100 vezes mais do que seu tamanho normal. Ela pode atingir tanto pessoas gordas como magras.

A celulite também pode aparecer por outros motivos: aumento de gordura associado a alterações hormonais, retenção de líquido, má alimentação, sedentarismo, envelhecimento fisiológico, desidratação, radicais livres, genética e biotipo. Afetando cerca de 90% da população feminina, compromete principalmente coxas e nádegas. Mesmo sendo uma infecção, por si só,  inofensiva, pode ser classificada em quatro estágios, sendo o último considerado o mais grave. São eles:

  • Estágio 1: há um leve acúmulo de gordura na região, que pode ser percebido através da apalpação ou contração.
  • Estágio 2: visível em algumas regiões com maior acúmulo de gordura, sem apalpação, já apresenta um certo grau de fibroses (excesso de tecido cicatricial), mas não apresenta dor.
  • Estágio 3: as células continuam aumentando de tamanho por causa do contínuo volume de gordura, deixando a superfície da pele com aspecto de “casca de laranja”. O endurecimento do tecido gorduroso provoca uma maior deficiência circulatória e maior acúmulo de toxinas celulares. Neste estágio, a celulite pode ser dolorosa quando pressionada.
  • Estágio 4: o inchaço nas células gordurosas é acentuado, o tecido de sustentação se torna mais endurecido (fibroesclerose) e a superfície da pele apresenta aspecto de “casca de nozes”. As pernas ficam pesadas, inchadas, doloridas e com sensação de cansaço.

A fisioterapeuta Taciana Tagliapietra, 31, explica que hoje existem muitos tratamentos para combater ou minimizar a celulite, mas que, antes de partir para um deles, é de extrema importância avaliar a paciente: “a avaliação é a primeira coisa a ser feita, ver a questão da alimentação, da prática de atividade física, da ingestão de água. Só depois dessa etapa se avalia clinicamente, para ver em que grau está e que tipo de celulite é”, recomenda a fisioterapeuta.

Há tratamentos diferenciados para cada tipo de celulite, desde a flácida até a que atinge camadas mais profundas da pele. “Um tratamento estético mais simples contra a celulite que possui fibroses em estado avançado não funciona. É preciso partir para um tratamento mais profundo, que se chama subcisão (procedimento cirúrgico realizado com anestesia local, em que uma agulha especial rompe as fibras e solta a pele) para soltar as fibroses e assim poder melhorar a aparência da pele”, explica Tagliapietra.

A celulite grau 1, presente na maioria das mulheres, não exige muita preocupação. A estudante Maíra Cardoso, 19, diz que não faz nenhum tratamento para combatê-las, pois não se incomoda com elas, já que só as percebe apalpando a região em que se encontram. Segundo Tagliapietra, em Frederico Westphalen, contudo, há uma grande procura por tratamentos anticelulite. Um dos mais usados é o Manthus, para gordura localizada e celulite, um ultrassom que, junto a correntes estereodinâmicas, faz a quebra da gordura e a drenagem. Outro tratamento bastante procurado é a drenagem linfática, que usa movimentos suaves e ritmados, relaxando o corpo e estimulando a circulação linfática.  Se associada ao Manthus ou a massagem estética, a drenagem apresenta um melhor resultado. O tempo de sessões da drenagem é, normalmente, de 35 minutos, e o ideal é fazer a massagem de duas a três vezes por semana. Além desses tratamentos, existem muitos outros, como carboxiterapia, endermologia, mesoterapia, radiofreqüência, ultrassom e hidratação externa.

Para prevenir e combater a celulite é importante ter alguns cuidados com o corpo (veja, no box acima, quem são os principais inimigos das mulheres quando o assunto é celulite). Evitar alimentos ricos em açúcar e gordura, lipídios, álcool, cafeína, sal, produtos industrializados e frituras são boas dicas. Outras, como consumir frutas e legumes (que têm ação diurética e produzem colágeno – substância essencial para uma pele saudável), beber pelo menos 1 litro e meio de água ao longo do dia e praticar exercícios físicos também auxiliam na circulação sanguínea e evitam a retenção de líquido, diminuindo, assim, a chance de a celulite aparecer.

O perigo dentro de casa

(publicado em 16/05/2011)

O que fazer, e o que deixar de lado, em casos de acidentes domésticos

Priscila da Silveira

Materias de limpeza devem estar fora do alcance de crianças e animais domésticos (Foto: Priscila da Silveira)

Indispensáveis para deixar a casa livre da sujeira, o material de limpeza pode ser o grande vilão dos acidentes domésticos. O descuido com detergentes, águas sanitárias ou mesmo com aquele cabo de panela que fica em contato com a chama do fogão pode causar ferimentos que deixarão marcas para o resto da vida.

O alerta para esses cuidados não vem de hoje, mas o descuido ainda toma conta de muitas residências, como conta a advogada Perla Rocha, 29, que teve o rosto queimado enquanto passava álcool no fogão: “eu estava passando um paninho com álcool no meu fogão, que é do modelo cooktop, aqueles com a parte de cima apenas do fogareiro, e o botão parecia estar desligado, mas na verdade estava ligado no mínimo. O frasco de álcool que eu segurava pegou fogo, e a chama atingiu meu rosto, queimando minha boca, o queixo e o pescoço. Como era uma emergência, na hora acabei comprando uma pomada para queimaduras leves. Mais tarde fui consultar um médico ”.

Em relação à profundidade do ferimento, existem três tipos de queimaduras: primeiro, segundo e terceiro graus. A queimadura de primeiro grau deixa a pele apenas avermelhada e é típica de queimaduras solares. A de segundo grau tem como característica a formação de bolhas; a de terceiro, considerada a mais grave, atinge todas as camadas da pele, podendo se estender até músculos e ossos.

Apesar do descuido, a sorte de Perla foi ter sua mãe por perto para ajudá-la, enquanto parte de seu corpo e roupas queimavam. Segundo o médico Eduardo Franciscatto, 30, em casos de queimadura, a primeira atitude a ser tomada deve ser lavar o ferimento com água corrente. Depois, um médico deverá ser consultado para averiguar qual o grau da queimadura e indicar o tratamento adequado. Independente do grau, é importante lavar bem o local atingido e evitar crenças populares e sem comprovação científica – como pasta de dente, clara de ovo e café, pois essas substâncias podem infeccionar o local.

A depiladora Alda Juçara César de Almeida, 52, teve parte do braço queimado enquanto preparava puxa-puxa. Na época, ela tinha apenas 11 anos, mas as marcas estão em seu corpo até hoje: “Peguei um puxa-puxa pronto do balde de água, foi quando uma vizinha soltou o açúcar de cana quente no meu braço. Fiquei assustada e, como no interior a gente não tinha recurso, a mãe acabava colocando pasta de dente e clara de ovo no queimado. Esse ferimento acabou infeccionando, chegou até a aparecer um pedaço do osso”, conta Alda.

A infecção se dá poucos dias depois do acidente, quando o ferimento não é tratado e fica exposto. Normalmente, o machucado começa a transpirar,  mas também pode expelir secreção leitosa ou amarelo-esverdeada. Outros sinais de infecção são sistêmicos, como vermelhidão no alo em volta do eritema (ferimento), dor, calor local e febre. Muitas vezes, pomadas são fundamentais para que o ferimento não infeccione e, também, para potencializar a cicatrização.

As bolhas são características de queimaduras de segundo grau (Foto: Priscila da Silveira)

Substâncias básicas podem ser tão nocivas quanto os ácidos. Produtos para desentupir ralos e pias, que apresentam pH básico, quando misturados à água fervente pode até levar à cegueira. “Em qualquer caso de acidente doméstico com a parte ocular, o primeiro procedimento a ser tomado é lavar os olhos exaustivamente durante, no mínimo, 20 minutos” recomenda Franciscatto.

Os casos de ingestão de líquidos ou sólidos tendem a ser mais complicados, pois o metabolismo pode rejeitar rapidamente o líquido ou objeto em questão, podendo causar a morte se não tratado com urgência. Em casos de ingestão de líquidos, a pessoa não deve ser induzida ao vômito ou tomar leite. O que se deve fazer é, no máximo, lavar a boca e, logo em seguida, procurar atendimento médico, de preferência com o rótulo da embalagem do produto ingerido em mãos.

Em se tratando de ingestão de sólidos, também não é aconselhável induzir ao vômito, pois há risco de engasgamento. “Eu atendi a alguns casos de crianças que engoliram um objeto estranho como, por exemplo, moeda ou pedaços de brinquedo. A primeira medida a ser tomada é fazer um raio X para ver onde está localizado o objeto. O risco está quando esse material vai para a traquéia, pois a criança pode ter uma parada respiratória. Nesses casos, nós fazemos uma fibrocolonoscopia, onde pinçamos o objeto para retirá-lo. A gente nunca induz ao vômito, geralmente a criança vai evacuar o objeto”, conta Franciscatto.

Em se tratando de acidentes domésticos, é importante deixar de lado algumas crenças antigas, pois elas podem acabar agravando a situação. A procura de um médico é imprescindível para que seja avaliada a gravidade do ferimento e, a partir disso, prescrito um tratamento. Em todos os casos, o que deve prevalecer é a prevenção, por isso não deixe produtos de limpeza ao alcance de crianças e animais domésticos e manuseie com cuidado qualquer utensílio perigoso.

Prorrogado término da vacinação contra a gripe

(publicado em 13/05/2011)

Frederiquenses podem se vacinar até o dia 20 de maio (Foto: Luiz Fernando Barp)

Acompanhando a mobilização nacional, a Prefeitura Municipal de Frederico Westphalen começou na segunda-feira, 25/04, a 13ª Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe. O dia oficial de vacinação ocorreu no sábado, 30/04, e o encerramento da campanha estava previsto para hoje.  Porém, devido ao não cumprimento das metas, o estado do Rio Grande do Sul optou por prorrogar em uma semana o término da vacinação, a fim de imunizar um maior número de pessoas.

As vacinas, que protegem contra o vírus da Influenza A, H1N1 e a gripe sazonal (comum), ainda podem ser feitas nos postos de saúde do município sem custo algum, apenas sendo necessária a apresentação da carteira de vacinação. A campanha é voltada para crianças entre seis meses e dois anos de idade. Gestantes, indígenas, idosos acima de 60 anos e trabalhadores da área da saúde também fazem parte da parcela da população que pode realizar a vacina.

Segundo Fátima Candaten, enfermeira responsável pela campanha, até o dia de hoje foram vacinados 101 gestantes, 289 crianças, 293 trabalhadores da área da saúde e 2401 idosos. Contudo, esse total corresponde a apenas 62,11% da expectativa do município. O objetivo é que até o final da próxima semana 4565 munícipes sejam imunizados. Essa estimativa é feita por um cálculo proporcional ao número de moradores da cidade.

Resfriado, gripe ou pneumonia?

(publicado em 01/05/2011)

Saiba as principais diferenças e proteja-se!

Shana Rocha Nazário

A coriza é um dos principais sintomas da gripe (Foto: Shana R. Nazário)

Muitas vezes, um simples resfriado se transforma em gripe e, por falta de cuidado, evolui para uma pneumonia. O resfriado e a gripe são infecções nas vias aéreas superiores (cavidade nasal, faringe e laringe), e a pneumonia, em muitos casos, é uma complicação dessas infecções, mas que se localiza nas vias aéreas inferiores (traquéia, brônquios e pulmões). Veja as principais diferenças abaixo e saiba como se prevenir:

Resfriado

O resfriado é causado principalmente pelo vírus Rinovírus, que são os mais comuns agentes virais infecciosos em humanos e causadores de mais de 50% de casos de resfriado comum. Os sintomas do resfriado surgem do primeiro ao terceiro dia após o contato da pessoa com o vírus e podem durar até uma semana. Para uma pessoa se contaminar, é preciso que o vírus entre em contato com o revestimento interno do nariz ou que chegue até os olhos ou boca, aproximando-se, assim, da mucosa nasal. Outra forma de contágio bastante comum é através de outra pessoa já resfriada. Para isso, basta que essa espirre ou tussa sem colocar a mão na frente, ou também através de objetos compartilhados, como copos e toalhas. Os sintomas mais comuns do resfriado são:

  • Coriza (secreção nasal);
  • Espirros, tosse, garganta inflamada;
  • Diminuição do olfato e da gustação;
  • Voz anasalada;
  • Rouquidão;
  • Febre baixa em adultos (bastante incomum) e febre alta em crianças;
  • Dores pelo corpo e de cabeça;

Em razão da grande variedade de vírus, não existem ainda vacinas para proteger as pessoas dessas viroses, mas os resfriados são auto-limitados, ou seja, independente de usar medicações ou não, em poucos dias as pessoas melhoram.

Gripe

A gripe, também conhecida por influenza, é uma das doenças respiratórias mais comuns entre as pessoas e tem sintomas bastante parecidos com os do resfriado. A duração da gripe costuma ser de cinco a sete dias e deve ser tratada com bastante hidratação, alimentação saudável e com o uso de remédios sintomáticos. O vírus influenza tem uma capacidade muito grande de mudança nas características, por isso uma pessoa tem vários episódios de gripe ao longo dos anos. O vírus da gripe é agrupado em três tipos: A, B e C, sendo que os do tipo A e B são os que mais causam infecções em humanos. A característica mais marcante do vírus influenza é que ele é capaz de se modificar constantemente, sofrendo mutaçõesEssas variações e a rápida disseminação fazem com que existam epidemias e pandemias de gripe, contaminando milhares de pessoas e, em alguns casos, levando à morte.

A gripe se assemelha com o resfriado pela similaridade de alguns sintomas, tais como: congestão nasal, coriza, os espirros e a dor de garganta freqüentes, além de tosses e dores pelo corpo. O que diferencia os dois é o fato de que os sintomas da gripe se manifestam repentinamente nas pessoas infectadas, e no resfriado eles demoram um pouco mais para aparecer e desaparecem mais rapidamente. Em crianças, a febre alta é de 39.5º a 40.5ºC e nos adultos acima de 38ºC.

Quando os sintomas mais graves aparecem – como suor, calafrios, dores de cabeça, tosse seca, dores musculares, fadiga e perda de apetite – é bom procurar um médico e usar medicamentos recomendados para esses casos. Se a tosse vier acompanhada de catarro, a febre estiver alta e o paciente sentir dor nos pulmões, cuidado, pois podem ser sintomas de pneumonia.

Pneumonia

A ausculta pulmonar é o método básico para o exame dos pulmões (Foto: Shana R. Nazário)

A pneumonia pode ocorrer sem sintomas gripais, mas se torna mais grave quando decorre de uma gripe mal curada ou até mesmo de um resfriado. Ela se localiza principalmente nos pulmões (vias aéreas inferiores) e aumenta a gravidade da situação respiratória. Ela não é uma doença contagiosa – como a gripe ou a tuberculose – e pode ser causada, em ordem decrescente de frequência, por: bactérias (mais recorrente em adultos), vírus (mais comum em bebês), fungos e parasitas. Assim que a pneumonia é diagnosticada, é tratada com antibióticos e tem a duração média de 15 a 20 dias, geralmente. O tratamento das pneumonias bacterianas é feito com antibióticos por, no mínimo, oito dias.

Vale lembrar que os antibióticos são remédios que precisam de um tempo determinado de utilização para fazer o efeito e curar completamente a infecção presente. Muitas pessoas costumam melhorar nos primeiros dias e logo abandonam as outras dosagens, o que não é recomendado.

As pneumonias são divididas em comunitárias e hospitalares. São comunitárias quando adquiridas no dia-a-dia, e hospitalares quando surgem em pacientes já hospitalizados. A hospitalar é mais grave e mais difícil de tratar, pois é normalmente causada por bactérias mais resistentes e acomete pacientes mais fragilizados e com imunidade baixa. As pneumonias comunitárias podem ser tratadas com antibióticos orais, porém aquelas que evoluem mal necessitam de internação hospitalar e antibióticos venoso.

Felipe Pizzolato, 28, clínico geral, atualmente trabalha em postos de saúde e atende muitos casos de gripe e até pneumonia. “O sono desregulado, sedentarismo, cigarro, bebidas alcoólicas, má alimentação e obesidade, são fatores que desencadeiam a baixa na imunidade do corpo e abrem espaço para essas infecções”, explica o médico. Pizzolato diz que as pessoas costumam achar que a gripe não é uma doença séria e que sumirá assim como um resfriado, e assim se automedicam de maneira equivocada. “Antibiótico nunca é recomendado em quadros de resfriado ou de gripe, por essas duas infecções são virais”, esclarece. Ele recomenda o uso de antibiótico apenas em afecções de origem bacteriana, como as pneumonias, e que deve ser receitado por um médico que analise a situação do paciente e sinta necessidade de um tratamento com esse tipo de medicação.

É visível a semelhança entre resfriado, gripe e pneumonia nos principais sintomas, mas analisando atentamente é possível perceber que a duração do mal-estar e outros detalhes fazem a diferença na hora do tratamento mais adequado para cada um deles.

O cuidado com a saúde é fundamental para um sistema imunológico mais forte e resistente. O nosso pulmão sofre uma exposição frequente a micróbios do ar e da nossa própria flora bacteriana da boca e por isso já tem seus próprios mecanismos de defesa. Esses mecanismos incluem células do sistema imune e microscópicos cílios na árvore brônquica que não deixam os agentes invasores permanecerem nas vias respiratórias.

Uma pessoa que tenha o hábito de fumar, por exemplo, já apresenta uma irritação constante de toda árvore brônquica e disfunção dos cílios protetores. O cigarro afeta as células de defesa pulmonar e já não funcionam tão bem, favorecendo o aparecimento de infecções.

Por tudo isso, é de extrema importância que as pessoas prestem atenção aos sintomas e procurem o tratamento indicado. Os resfriados são menos graves, mas nem por isso devem ser deixados de lado. A gripe é uma doença seríssima, preste atenção e se houver alguma alteração nos sintomas mais comuns, procure um médico. Não permita que um descuido com a saúde coloque sua vida em risco!

Cuidado com a desidratação!

(publicado em 07/04/2011)

Tome água todo dia e aumente a dose em dias quentes

Mariane de Oliveira

A recomendação de água para dias quentes é de cerca de dois litros (Foto: Mariane de Oliveira)

A desidratação acontece quando ocorre uma perda de líquidos corporais, principalmente água, e quando a relação entre a ingestão e a eliminação de líquidos fica desequilibrada. Isso faz com que o organismo não tenha água suficiente para realizar suas funções normais, podendo desenvolver uma desidratação leve ou grave. O corpo humano tem em média 70% do seu peso formado por água e essa porcentagem pode variar conforme a quantidade de gordura do corpo.

Normalmente, perdemos em média 2,5 litros de água por dia, seja pela urina, fezes, suor ou até mesmo pela respiração. No verão, essa perda é ainda mais comum: o calor faz com que o corpo libere mais água pelo suor, além de maior incidência de vômito e diarréia provocada por infecções gastrointestinais. Esse foi o caso de Daiane Bárbara Damo, 22, bacharel em Direito, que adquiriu uma desidratação leve provocada por uma infecção gastrointestinal e apresentou sintomas como sede, palidez e boca seca. Além desses, a desidratação leve pode apresentar cansaço, mucosas secas (boca, olhos) e ressecamento da pele.

O médico Uilson Gemelli, 39, diz que a maior parte dos casos de desidratação são leves, podendo tratar em casa com reposição de água ou com solução isotônica. “Já a desidratação grave apresenta sintomas como desmaio, tontura, moleza, queda da pressão arterial, convulsões e confusão mental”, acrescenta o médico. Se o paciente apresentar sintomas de desidratação grave, Gemelli recomenda que procure imediatamente um centro de saúde para fazer a reposição de eletrólitos (sais minerais que afetam a quantidade de água no corpo, atividade muscular, e outras funções importantes) por via sanguínea.

Alguns remédios também podem causar desidratação. A estudante Gabrielle Rossato, 19, apresentou sintomas de desidratação enquanto fazia tratamento contra acne com acompanhamento médico. “Foi preciso tomar soro caseiro três vezes por semana, além de usar cremes especiais para a pele ressecada”, diz a universitária. O uso em excesso de diuréticos também pode levar a desidratação.

Brincadeira de criança merece proteção solar!

(publicado em 05/12/2010)

Com a chegada das férias, recomenda-se filtro solar, boné e muito cuidado com a pele de seu filho

Marcielle Martins

Mesmo com o dia oscilando entre ensolarado e nublado, recomenda-se o uso do boné (Foto: Marcielle Martins)

Férias da escola, praia, horário de verão, brincadeiras no pátio de casa e na pracinha: essa época do ano é a que as brincadeiras de criança tomam conta. Proibir a diversão fica complicado já que aproveitar tudo isso faz parte de uma infância saudável.

Os cuidados com a pele dos filhos devem ficar em primeiro plano quando o assunto é exposição aos raios solares. Por isso, a principal dica é o uso de boné ou viseira e passar protetor solar antes do seu filho arredar o pé de casa.

Nesse momento, surgem mil perguntas na cabeça dos pais: “Qual o melhor protetor solar para meu filho?”, “Usar boné resolve?”, “ A cor da roupa influencia?”. Para entender melhor sobre o assunto, a dermatologista Maria Eugênia Heberle, 38 anos, explica: “Quanto à cor da roupa, nenhuma vai proteger quanto aos raios solares, por isso é importante que seja passado protetor solar em todo o corpo da criança, inclusive nas partes que ficarão sobre proteção da roupa”, diz ela.

O boné deve ser usado quando a criança vai ficar por um longo tempo exposta ao sol e, até mesmo, em dias quentes e nublados. Em relação à escolha do melhor protetor solar, segundo Herbele, a partir do 6º mês de vida até os 2 anos de idade, devem ser usados apenas os protetores com filtros inorgânicos, também conhecidos como filtro físicos, que, além de proteger a pele da criança com segurança, não causam irritações. Esses protetores também são indicados a pessoas que têm a pele sensível.

O couro cabeludo e os cabelos também merecem cuidados especiais por serem regiões mais expostas aos raios solares, por isso os pais devem procurar produtos capilares adequados, suaves, que não irritem o couro cabeludo e os olhos das crianças. Uma dica são os produtos que possuem fórmulas que ajudam a formar uma espécie de filme protetor contra o cloro e previnem o ressecamento.

Todo o cuidado é para evitar experiências como a de Rosângela Beltrame, mãe de Eduarda, de 5 anos, nas férias de 2009: “Fomos para a praia no ano passado e em dos dias, por descuido, eu havia esquecido de passar protetor solar na minha filha. Não vou me esquecer, porque esse episódio aconteceu no dia 23 de dezembro, às vésperas do Natal. Passamos o Natal inteiro com ela no pronto-socorro, toda queimada e escamando, com febre e náuseas. Não vale a pena perder as férias por falta de cuidado. E ainda, alerto as mães para que mandem seus filhos para o sol com protetor, roupa e boné”, conta a mãe.

Aos bebês com menos de seis meses de idade, vale lembrar, a proteção não deve ser feita com filtro solar, e sim com bonés, chapéus, roupas e muita sombra.

Na dúvida, pense positivo e procure o SAE

(publicado em 04/12/2010)

O Serviço de Assistência Especializada de FW distribui kits no Dia Mundial de Luta contra a Aids

Shana Rocha Nazário

Ivonei, coordenador do SAE, distribuindo kits para os jovens na Praça da Matriz (Foto: Eduarda Wagner)

O Dia Mundial de Luta contra a Aids, comemorado em 1º de dezembro, foi criado para mobilizar as pessoas na batalha contra a doença e alertar para as formas de transmissão, principalmente conscientizando sobre a necessidade da prevenção. O Serviço de Assistência Especializada – SAE – de Frederico Westphalen participou ativamente dessa luta contra a AIDS, distribuindo cerca de 300 kits com informativos, vira-mate e preservativos na Praça da Matriz.

A ideia dos kits foi adaptada a partir de experiências de outras regiões do Estado, procurando algo que atraísse a atenção das pessoas, que normalmente se sentem constrangidas com o assunto.  O coordenador do SAE, o técnico em Enfermagem Ivonei Cláudio Fão, explica que o vira-mate foi uma opção pensada para tratar de uma maneira mais natural a questão do sexo, prevenção e doenças entre os familiares, optando por um objeto utilizado por todos no preparo do chimarrão. Desses 300 kits, cada um era composto por um informativo que explica o que é o vírus HIV, como é a forma de contágio, como tratar e o que fazer se o exame confirmar a doença (que só se desenvolve quando a pessoa tem o vírus), um vira-mate e 3 preservativos, os mesmos disponibilizados pelo Posto de Saúde  e  com venda proibida,  totalizando 1.200.

Ivonei Fão conta uma experiência que teve durante a campanha: “Gostaria de relatar para vocês um depoimento que recebi: após fazer a abordagem em uma pessoa que passava pela calçada, retornei para o toldo e notei duas meninas de aproximadamente 10 anos de idade e com mochilas nas costas, folheando os folders dispostos sobre a mesa. Me dirigi até elas e auxiliei para que levassem sobre doenças diferentes. Para minha surpresa, uma delas se voltou a mim e falou: ‘Obrigado pelo material, vou procurar ler, porque lá em casa ninguém me explica nada…’. Pra vocês verem como temos muito trabalho pela frente e precisamos da ajuda dos meios de comunicação.” Ele comenta que as pessoas são muito retraídas em relação a essas doenças e aos métodos de prevenção, sentem vergonha de procurar ajuda e medo de que outras pessoas saibam que fizeram algum teste.

O SAE está à disposição de todas as pessoas que necessitam de auxílio para o tratamento dessas doenças e também para a realização de exames e atendimento médico especializado. O SAE atende todos os 27 municípios da 19ª Coordenadoria Regional de Saúde e funciona todos os dias da semana das 8h ás 12h. Nas terças-feiras, o médico Sabino Berton, da cidade de Ametista do Sul, presta atendimento no Posto de Saúde de FW. Ao longo da semana, são realizados exames e distribuídos medicamentos e preservativos. A equipe é composta por uma psicóloga, uma enfermeira, um farmacêutico, um técnico e um médico.

Logotipo do SAE (Fonte: divulgação)

O Serviço de Assistência Especializada não se restringe apenas a HIV/AIDS, ele abrange também o tratamento de outras doenças, como hanseníase, tuberculose, DSTs e hepatites virais. Esse atendimento especializado entrou em funcionamento no dia 8 de setembro em Frederico Westphalen e está localizado no Centro Municipal de Saúde.

São atendidas, em média, nove pessoas portadoras dessas doenças assistidas pelo programa por semana. São 54 pacientes em tratamento com uso de medicação antiretroviral para AIDS, 12 deles aqui em Frederico Westphalen. Esses atendimentos e tratamentos são realizados por uma equipe qualificada, que oferece segurança e sigilo quanto aos resultados e informações coletados. Se existe alguma dúvida em relação à sua saúde, faça um exame, o SAE existe para auxiliar e informar. Com horário de funcionamento das 8h às 12h no Posto de Saúde municipal, é possível entrar em contato com os profissionais do SAE de Frederico Westphalen.

A importância de seguir o calendário de vacinas

(publicado em 03/12/2010)

A imunização, em todas as idades, é o caminho mais eficaz para prevenir diversas doenças

Mariane de Oliveira

Manter o cartão de vacinas atualizado garante uma imunização eficaz (Foto: Shana R. Nazário)

As vacinas são produtos biológicos, produzidas geralmente por agentes patogênicos (vírus e bactérias) ou toxinas, previamente enfraquecidos. Podem ser aplicadas por meio de injeção ou por via oral (pela boca). Quando somos imunizados, nosso organismo desenvolve anticorpos que destróem o microorganismo da doença e obtém a memória imunológica. Os anticorpos permanecem em nosso organismo por muito tempo, evitando que a doença se desenvolva no futuro.

A imunização começa a se fazer presente em nossa vida quando ainda estamos em formação, na barriga de nossa mãe, e a partir daí ela nos acompanha por toda a vida. De acordo com o enfermeiro Angelo de Oliveira, durante a gestação a mulher deve consultar um médico ginecologista e seguir o calendário de vacinas recomendado e, se necessário, realizar as três doses da vacina dT (dupla adulto contra difteria e tétano) com intervalo de dois meses entre cada uma. A terceira dose deve ser aplicada duas semanas antes do parto para maior segurança do bebê.

Campanha de vacinação infantil (Foto: divulgação)

Após o nascimento, é aplicada a vacina BCG, de preferência no braço direito da criança. Essa vacina previne a tuberculose, doença grave que atinge principalmente os pulmões e que, se não tratada, pode provocar sérios problemas respiratórios e até levar à morte. A dose de reforço deve ser tomada de 6 a 10 anos. Além da BCG, é necessário aplicar nas crianças outras vacinas muito importantes, como poliomielite ou paralisia infantil (VOP), sarampo, rubéola e caxumba (Tríplice Viral – SRC), difteria, tétano, coqueluche e meningite (Vacina Tetravalente), e vacinas contra hepatite B e febre amarela.

Homens e mulheres também devem tomar a Dupla Viral (SR) para sarampo e rubéola até os 39 e 49 anos, respectivamente, pois o risco de contrair a doença após essa idade é muito pequeno. Além dessas, é preciso vacinar-se contra a Dupla Adulto (dT) para difteria, tétano e febre amarela, as quais protegem o organismo por dez anos.

Imunizar idosos contra a gripe (Influenza) é muito importante, pois evita a incidência de complicações respiratórias que podem gerar outras doenças como a pneumonia. Devem se vacinar pessoas com mais de 60 anos, uma vez por ano durante a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso contra a gripe sazonal, que acontece de abril a maio, todos os anos. É importante lembrar que a vacina contra a gripe sazonal não protege contra H1N1, por isso o idoso precisa tomar as duas vacinas.

Vacina é a principal forma de prevenção contra o HPV

(publicado em 16/09/2010)

Meninas e jovens de 9 a 26 anos podem se vacinar para prevenir a doença

Mariane de Oliveira

A ginecologista Carmem mostra algumas doenças sexualmente transmissíveis em estado avançado (Foto: Maíra Cardoso)

O HPV (papilomavírus humano) é uma das principais doenças transmitidas pelo sexo. Existem mais de 100 tipos diferentes, podendo afetar tanto homens como mulheres, porém nas últimas a infecção tem maiores chances de se agravar. Como o vírus depende apenas do contato com a pele de alguém infectado, não é preciso que exista penetração para que ocorra a contaminação.

A maioria das pessoas contaminadas apresenta infecções menos perigosas ou assintomáticas. Mas aquelas que são infectadas pelo vírus de alto-risco, muitas vezes, desenvolvem câncer no cérvix, vulva, vagina, ânus e pênis. Já existe vacina para prevenir o HPV nas mulheres, e a ginecologista Carmem T. Schimith Damo informou ao Prosa e Prozac que o recomendável é que mulheres de 9 a 26 anos façam a vacina.

Segundo a Damo, em Frederico Westphalen muitas mães estão levando suas filhas, ainda novas, aos consultórios dos ginecologistas para receber informações de como prevenir a doença. Além da vacina, é de extrema importância que mulheres com vida sexual ativa façam, pelo menos uma vez ao ano, o exame Papanicolau (preventivo), assim é possível diagnosticar qualquer alteração no colo do útero da mulher. Se o resultado for negativo nos dois últimos exames, a vacina de prevenção poderá ser feita sem qualquer problema.

A vacina deve ser tomada em três etapas: a primeira dose na escolha do paciente; a segunda, dois meses após a primeira; e a terceira quatro meses após a última. A imunização, após as três doses da vacina, é de mais de cinco anos. Cada dose custa, em média, R$ 364 e pode ser adquirida apenas por encomenda.

É possível – e indispensável – adotar outras medidas para não contrair o HPV, como evitar ter muitos parceiros sexuais e usar sempre o preservativo. A vacinação, porém, ainda é o método de prevenção mais eficiente para as mulheres. Sua eficácia chega a ser de 95%, combatendo os causadores de câncer e das verrugas genitais. Estudos ainda estão sendo feitos para avaliar a eficácia da vacina em homens de 16 a 26 anos.

Medo de resultado positivo afasta pessoas de teste de HIV

(publicado em 29/08/2010)

Até 1000 pessoas podem estar contaminadas na região do Médio e Alto Uruguai

Luiz Fernando Barp

O preconceito contra soropositivos ainda está muito presente na sociedade (Foto: Luiz Fernando Barp)

A cidade de Frederico Westphalen possui hoje 22 casos de pessoas que já manifestaram os sintomas da doença e estão em tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em conversa com o Prosa e Prozac, Izabel de Fátima Caeran, psicóloga responsável pelo Programa de Combate ao HIV na cidade, admitiu que existe uma estimativa de que para cada paciente que já está em tratamento, o número de contaminados por seu círculo de contato pode ser de 30 a 50. Sendo assim, na região do Médio e Alto Uruguai, até 1000 pessoas podem ter contraído o vírus.

Nos últimos anos, falar abertamente sobre HIV tornou-se uma obrigação. Desde o ano de 2002, ano em que o Brasil esteve no auge da contaminação, o número de novos casos sofreu uma redução. Entretanto, o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde apontou que, desde o início da epidemia, há 20 anos, foram contaminados cerca de 590 mil brasileiros. Desse total, aproximadamente 150 mil já morreram.

O principal teste realizado para detectar o vírus, o Elisa, é gratuito e sigiloso. Mesmo assim, existe receio por parte da população em realizar o exame. O sangue é coletado e mandado para um laboratório de Palmeira das Missões, e apenas as iniciais do nome da pessoa é que a identificam. Segundo Izabel, o medo se justifica pelo preconceito: até mesmo os profissionais da saúde têm medo de atender a pacientes soropositivos ou com suspeita de infecção.

O uso do preservativo continua sendo a melhor forma de prevenção ao HIV (Foto: Luiz Fernando Barp)

Entre as principais atitudes de risco para a contaminação, os profissionais do sexo ganham atenção especial. Todas as casas de prostituição da cidade recebem mensalmente preservativos masculinos e femininos doados pelos SUS. Os mesmos preservativos podem ser retirados por qualquer frederiquense no Posto de Saúde. Além disso, qualquer dúvida sobre HIV, DSTs ou hepatites podem ser respondidas pelo Departamento de Combate a Doenças Imuno-infecciosas, localizado junto ao Posto.

O Governo Federal garante tratamento gratuito para qualquer brasileiro que desenvolver os sintomas da doença. O exame é a única maneira de comprovar a suspeita. Por isso, deixar o preconceito de lado, buscar orientação e, antes de tudo, utilizar o preservativo durante as relações sexuais continuam sendo as principais dicas para garantir uma saúde estável.

Para mais informações, ligue para o Disque Saúde no número 0800 61 1997.