No mundo das drogas

Apoio da família é fundamental no processo de reabilitação de dependentes químicos

 Priscila da Silveira

Dependentes em fase de tratamento podem ter recaídas (Foto: Priscila da Silveira)

Cidades interioranas, antigamente, não eram o foco do tráfico de drogas. Era na cidade grande que existia o comércio ilegal e onde crianças tinham acesso livre aos diferentes produtos vendidos por ele. A história, porém, mudou: hoje o comércio de drogas está espalhado em diversos locais, inclusive em cidades pequenas. A droga causa, a curto prazo, a dependência do usuário. Já os danos do corpo a longo prazo são pequenos se comparados à deterioração social em que esse individuo irá se encontrar.

O dependente químico, quando diagnosticado, deve ser levado ao hospital, onde será internado para desintoxicação. A médica Andrea Schmidt, 36, diz que o período de internação é de três semanas, longe do ambiente comum: “a desintoxicação é realizada através de um período de internação de 21 dias, não importa se o paciente é dependente de álcool, maconha ou crack. Todos ficam internados 21 dias”,  comenta a médica.

Uma das alternativas, após esses 21 dias reclusão, é encaminhar o dependente para uma clínica de tratamento. O paciente passa um período de seis meses a um ano, em comunidade terapêutica ou de fazenda. Segundo a psicóloga Elisane Eich, 32, a chance de recuperação sempre existe, desde que o paciente aceite sua condição de dependência como sendo uma doença e que esteja disposto a tratá-la, acreditando em sua capacidade e buscando autoconfiança.

V.A.P, 25, é dependente químico há oito anos e sempre se sentiu deslocado na escola. Quando criança, era conhecido por ser o“CDF” da turma, o que o tornava menos popular e afastava-o de grupos mais conhecidos. Ele  começou a usar drogas por pura curiosidade e somente em determinadas ocasiões. O que era esporádico, tornou-se rotineiro: V.A.P  começou a usar drogas todos os dias. “Me tornei refém da cocaína com a ilusão de que pararia quando quisesse”, diz ele. A cocaína o deixava sem sono e sem fome, por isso, ele passava horas cheirando e só conseguia dormir quando a droga terminava. Por decisão sua, em conjunto com seus pais, ele decidiu se internar em um centro de recuperação, no dia 8 de janeiro de 2010.

O Centro de Recuperação era uma chácara, que abriga dependentes químicos em fase de tratamento: “lá passamos muitas privações, como ter de utilizar um banheiro sem porta, fazer trabalhos extremamente pesados e ter que compartilhar o quarto com diversas pessoas estranhas e cheias de problemas. Mas isso foi muito bom pra mim e é importante no processo de desintoxicação”, acredita ele.

V.A.P saiu da clínica e confessa ter tido algumas recaídas após esse período de recuperação: “quando recaímos, nós não começamos do zero, usando esporadicamente. Nós voltamos do mesmo estágio de onde paramos, e ainda pior. Por isso, continuar fazendo acompanhamento psicológico é muito importante, assim como toda a família deve estar presente neste processo”, aconselha o ex-usuário. Como explica Schmidt, o usuário tende a aumentar cada vez mais o consumo da droga para potencializar seus efeitos, já que a partir de um determinado momento o corpo torna-se tolerante a dosagens baixas. Essa é a característica principal do vício.

O apoio da família e de amigos é fundamental para que o dependente químico possa melhorar e voltar ao convívio social. Ele, porém, fica em recuperação a vida toda, pois essa é uma doença incurável e que necessita de tratamento contínuo. Para a psicóloga Elisane, o dependente que procura ajuda e tem a capacidade de perceber que é um usuário, tem grandes chances de largar do vício, mas recaídas podem ser frequentes.

A melhor arma que a sociedade tem contra as drogas é a prevenção. A escola tem papel fundamental nessa questão, mas não é só dela a responsabilidade de ensinar os perigos que o vício traz: a família também deve ficar em alerta para o perigo do consumo dessas substâncias. As companhias podem influenciar, então é essencial manter um diálogo aberto com os filhos e acompanhar de perto a vida deles. A sociedade deve enxergar o problema e quebrar preconceitos, pois o vício é uma doença e deve tratada como tal. Para o dependente, tão importante quanto o tratamento é que se sinta inserido na comunidade.

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Nem demais, nem de menos

Liberação excessiva ou insuficiente de hormônios são as causas das principais doenças que atingem a tireóide

Mariane de Oliveira

A glândula tireóide está localizada na base do pescoço, à frente da traqueia (Foto: Shana Nazário)

Localizada na parte anterior do pescoço, a tireóide é a maior glândula endócrina do nosso organismo. É ela que produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que regulam o metabolismo, a digestão e o crescimento, atuando em todo corpo. As doenças mais comuns que podem acometer a tireóide são os nódulos tireoidianos: o hipertireoidismo (que ocorre quando a tireóide libera esses hormônios em excesso) e o hipotireoidismo (quando a quantidade de hormônios é insuficiente).

As mulheres depois dos 40 anos têm maior probabilidade de apresentar problemas na tireóide. Os nódulos tireoidianos são os mais comuns, mas felizmente menos de 10% são malignos. Alguns são constituídos apenas de líquidos e são chamados de nódulos císticos, já outros produzem hormônios em excesso, causando hipertireoidismo e são conhecidos por nódulos tóxicos.

O hipertireoidismo caracteriza-se pelo aumento da secreção dos hormônios da tireóide e pode ter diferentes causas. Geralmente, apresenta sintomas fáceis de detectar, como sensação de desconforto e fraqueza. A causa mais comum do hipertireoidismo é uma doença auto-imune (em que o próprio corpo produz anticorpos que “atacam” o órgão) chamada doença de Graves. Outras causas do hipertireoidismo incluem o bócio multinodular, os tumores da glândula tireóide, da glândula pituitária, dos testículos ou dos ovários, inflamações resultante de infecção viral, ingestão de quantidades excessivas de hormônio tireóideo ou de iodo.

A professora Rute Martens Grolli, 44, descobriu há cinco meses que possuía hipertireoidismo: “até descobrir, me tratei da depressão. Então, vi no espelho um pequeno papo, e fui fazer exames que detectaram a doença”, diz a professora. Ela conta que apresentou quase todos os sintomas de hipertireoidismo, como perda de peso, do apetite, nervosismo, ansiedade, inquietação, fadiga, cãibras musculares, fraqueza e cansaço, aumento da pressão, enjôos, unhas quebradiças e taquicardia. Rute faz o tratamento para a doença com o uso de medicamentos que inibem a produção de hormônios e precisa realizar consultas e exames com cardiologista frequentemente.

Já no hipotireoidismo, ocorre a deficiência dos hormônios da tireóide. O médico Alex F. Fumagalli, 36, diz que a taxa de funcionamento normal do corpo diminui, causando lentidão mental e física, e que o grau da doença pode variar de leve (quando apresenta quadro de depressão em que o diagnóstico de hipotireoidismo pode passar despercebido) até o grave, denominado mixedema, caracterizado pelo inchaço de todo o corpo. O hipotireoidismo pode surgir através da doença de Hashimoto (doença auto-imune), retirada cirúrgica da tireóide para tratar hipertireoidismo ou tumor, pós-parto, uso de medicamentos anti-tireóideos e certos medicamentos como lítio, amiodarona, iodeto e interferon alfa, entre outros. A doença apresenta também sintomas como fraqueza e cansaço, intolerância ao frio, intestino preso, ganho de peso, dor muscular e nas articulações, unhas finas e quebradiças, enfraquecimento do cabelo, palidez e depressão.

Para detectar o hipotireoidismo, é preciso ser realizar exames laboratoriais para avaliação do funcionamento da tireóide. Se detectada alguma alteração hormonal, o paciente deve começar o tratamento imediatamente. Ele repõe a deficiência do hormônio da tireóideusando medicamentos que levam a levotiroxina na composição. Este, deverá ser seguido por toda vida, mesmo havendo desaparecimento dos sintomas, pois as recaídas são frequentes com a interrupção do medicamento.

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O poder das lentes

Elas oferecem maior qualidade à visão, mas há contra-indicações

Priscila da Silveira

Lentes de contato: melhor qualidade de visão (Foto: Priscila da Silveira)

Seja por uma leitura mal feita ou pelo não-reconhecimento de alguém que está do outro lado da rua, as pessoas geralmente percebem quando ocorrem alterações em sua visão. Alguns problemas, porém, poderiam ser melhor corrigidos se diagnosticados a tempo, mas muitos só irão recorrer ao uso de lentes quando a visão já estiver debilitada. A consulta ao oftalmologista deve ser realizada ainda nos primeiros meses de vida. Após esse primeiro diagnóstico, o paciente deverá voltar ao consultório anualmente para uma revisão.

As lentes de contato são muito procuradas, tanto pela qualidade que oferecem à visão quanto pela estética. O público mais jovem as prefere pois elas os livram das armações pesadas e das lentes grossas dos óculos. Muitas vezes, quanto mais elevado o grau mais indicado é o uso das lentes de contato, pois a qualidade de visão melhora, devido a lente de contato estar mais próxima do olho, diferentemente dos óculos de grau, que ficam mais afastados. Entretanto, segundo o oftalmologista Mauri Niederauer, algumas patologias, como alergias ou conjuntivite, contra-indicam o uso das lentes de contato: “um paciente que tem conjuntivite papilar gigante possui a pálpebra superior com umas papilas grandes que arrastam a lente, fazendo com que elas não parem no olho. Então, só o médico poderá examinar e dizer se a pessoa pode ou não usar lentes de contato”, explica Niedaurer.

As maiores causas de rejeição às lentes são alergias ao material que são fabricadas ou lentes mal adaptadas. As populares lentes de contato coloridas são contra-indicadas porque podem, a longo prazo, causar problemas de visão: “o paciente que quer brincar até pode usar, mas esporadicamente. A lente colorida, por ser pintada, oxigena menos o olho. Com isso, a córnea sofre, pois ela não regenera as células. Se você usa uma lente colorida, oxigena menos o seu olho e começa a perder essas células. Quando chegar a uma certa idade, vai precisar de um transplante de córnea”, comenta o oftalmologista. A troca de oxigênio com a córnea se dá muito pelo ar e não somente pelas lágrimas, então, a lente de contato tem que ser permeável, pois quanto maior sua permeabilidade, melhor é a respiração/oxigenação da córnea, e mais durabilidade terá a lente.

Existem diversos tipos de lentes e com peridiocidades diferentes. As lentes de contato descartáveis de uso diário são usadas no período de 24h e depois são jogadas fora. Outras lentes, de uso prolongado, são usadas durante sete dias seguidos sem tirar para dormir, assim como as lentes de 15 e  45 dias. No consultório do oftalmologista Mauri são usadas lentes de uso prolongado, aquelas de sete dias. Elas, porém, podem durar até um ano se forem retiradas todas as noites. Como nem todos os problemas são solucionados com a lente de contato, alguns pacientes precisam de outros tratamentos, como o anel de ferrara (pequena argola que é colocada no olho para mudar sua curvatura) ou o transplante de córnea.

Oftalmogista Mauri realizando exame de refração (Foto: Priscila da Silveira)

A universitária Isabella Mayer de Moura, 20, não consultou um oftalmologista quando quis deixar de lado os óculos: “tenho que admitir que não consultei um médico. Fui em uma ótica de Santo Augusto, fiz um tipo de avaliação e me receitaram uma lente de contato gelatinosa e descartável, que a própria ótica encomendava de um laboratório de São Paulo. Com isso, eu acabei abandonando os óculos de vez, mas nunca me senti totalmente confortável com as lentes”, conta a estudante.

Isabella usa lentes de contato desde 2008, mas apenas em 2010 resolveu consultar um oftalmologista. A irritação com as lentes, o uso constante de colírio e o tempo que ela ficava em frente ao computador foram os principais motivos que a levaram a procurar esse profissional. O médico aconselhou a estudante a intercalar o uso de óculos e de lentes de contato, e também tirá-las para dormir.

Uma das dúvidas frequentes é sobre o uso das lentes de contato em piscinas ou no banho. Elas podem ser usadas em ambos locais, porém a piscina é um lugar contaminado, então não é aconselhável mergulhar com elas. Até mesmo o excesso de cloro pode irritar o olho, causando coceira e deixando o olho avermelhado.

Exame de visão como ato médico

Nas óticas de Frederico Westphalen, os óculos de grau são vendidos apenas com prescrição médica. A receita fica arquivada na ótica para comprovar que o recinto está fazendo uso de práticas legais, e para que o cliente possa adquirir a lente da mesma graduação quantas vezes julgar necessário.

A profissão de optometrista é reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pelo Ministério da Educação (MEC), entretanto, não é regulamentada. De acordo com o decreto nº 20.931/32 e o decreto nº 24.492/1934, o profissional formado não pode receitar lentes e ter consultório, por ser ato privativo médico. O optometrista só pode, então, confeccionar e reparar danos em lentes de grau.

Lentes de contato também são comercializadas em clínicas (Foto: Priscila da Silveira)

O empresário Julio Fontoura, 38, proprietário de uma ótica, conta que fez o curso técnico em ótica e chegou a cursar o tecnólogo em optometria: “acredito que, em termos de refração, que é o exame que determina o grau do olho (ilustrado na foto acima), o optometrista tem um maior conhecimento e estudo. Os médicos alegam  que eles fazem um exame mais completo, de fundo de olho, mas os optometristas têm condições de fazer isso, mesmo sem dilatar a pupila, pois existem técnicas para fazer o exame de fundo de olho para detectar uma diabetes, um glaucoma. Se o optometrista diagnosticou, por exemplo, um problema de glaucoma, a partir daí ele encaminha para um oftalmologista”, diz Fontoura.

A classe dos oftalmologistas diz que esse profissional só está habilitado à fabricação de lentes e montagem de óculos. Atender, prescrever  e diagnosticar é função exclusiva do oftalmologista. Um de seus argumentos, afora outros já citados, é de que esse profissional que atua basicamente em óticas poderá receitar o uso de lentes de grau pelo simples intuito de vendê-las. É o que hoje acontece nos consultórios: muitos oftalmologistas também as comercializam.

Algumas óticas, inclusive, não vendem lentes de contato, apenas lentes de grau para óculos. Segundo um comerciante que não quer ser identificado, as lentes de contato são de venda exclusiva dos oftalmologistas: “não trabalhamos com lentes de contato. Aqui é uma cidade pequena e o médico oftalmologista comercializa as lentes e nós não queremos concorrência com eles. As receitas de óculos de grau que fazemos são dadas por oftalmologistas, então, para não haver uma contra-indicação de qualquer médico, nós preferimos não vender”, afirma o comerciante.

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Identificado novo tipo de colesterol

O açúcar ajuda na formação do colesterol supermau (Foto: Mariane de Oliveira)

Foi descoberto recentemente por pesquisadores da Universidade de Warwick, Reino Unido, o tipo de colesterol mais nocivo identificado até agora. Trata-se de uma forma de LDL (conhecido como colesterol ruim) com ação mais prejudicial. O LDL deposita-se nas paredes dos vasos sanguíneos, obstruindo a passagem do sangue, o que pode levar a um infarto do miocárdio, se ocorrer no coração, ou um acidente vascular cerebral (AVC), quando a interrupção se dá num vaso localizado no cérebro.

O que os cientistas descobriram foi que, em determinadas circunstâncias, o LDL passa por um processo no qual moléculas derivadas do açúcar juntam-se a ele. Quando isso acontece, o LDL muda de formato, expondo regiões em sua superfície que apresentam maior poder de aderência à parede dos vasos sanguíneos do que o LDL original. O resultado é que esse LDL ou colesterol supermau (batizado de Mgmin-low-density lipoprotein) gruda mais nas paredes das artérias, tornando o acúmulo de gordura mais intenso. Acredita-se que esta é uma das razões pelas quais os diabéticos sejam tão vulneráveis a acidentes cardiovasculares: nesses pacientes, a concentração de moléculas derivadas do açúcar que modificam a forma do LDL é de duas a cinco vezes maior do que entre os não-diabéticos.

Ainda não há medicação específica contra o colesterol supermau, nem exame de diagnóstico disponível. A única maneira de se proteger, portanto, é adotar uma dieta equilibrada, evitando alimentos ricos em açúcares e gorduras.

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Planos de saúde têm prazos determinados para consultas

Agendamento de consultas agora tem prazo máximo fixo. (Foto: Shana Nazário)

Nesta segunda-feira, 20, foi divulgada no Diário Oficial alteração nas regras para os planos de saúde no Brasil. O órgão que regulamenta essa atividade é a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que passou a exigir que as operadoras conveniadas a planos de saúde garantam o atendimento em até sete dias para os beneficiários.

Serviços básicos como pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia devem ser agendados em até sete dias. Já para outras especialidades médicas, o prazo é maior, 14 dias. Existe variação também para consultas e sessões com fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas, com o prazo determinado para 10 dias.

O cliente que possui plano de saúde poderá ser atendido na localidade que escolher e que mantiver convênio com o seu plano, mas nem sempre será atendido pelo profissional que desejar, uma vez que a operadora irá encaminhar o pedido por consulta a qualquer prestador habilitado a fazer o atendimento. Sendo assim, é garantida a consulta no prazo desejado com profissional que tiver disponibilidade.

Essas novas normas começam a funcionar a partir de 90 dias, com o objetivo de garantir atendimento e acesso ao beneficiário que contratou aos serviços do Plano de Saúde. Até hoje, não havia prazo determinado para os atendimentos.

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Gays já podem doar sangue

Orientação sexual já não é mais critério para seleção de doadores (Foto: João Marcelo Faxina)

“A orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue, por não constituir risco em si própria”. Ontem, terça-feira, através da Portaria nº 1.353, o Ministério da Saúde pôs fim ao critério que restringia a coleta de sangue de homossexuais nos hemocentros brasileiros. Homens que haviam feito sexo com outros homens – grupo conhecido por HSH – nos últimos doze meses, até então, estavam inaptos temporariamente à doação sanguínea. Prosa & Prozac, em novembro do ano passado, contudo, mostrou que não era o que acontecia: gays eram doadores regulares em muitos hemocentros do país.

Agora, com a publicação da portaria, deixou-se, de fato, de considerar a orientação sexual como impedimento à doação. “A orientação sexual, o local onde a pessoa mora e a atividade profissional não podem ser alvo de manifestação de preconceito e discriminação durante a triagem e coleta de sangue”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na cerimônia do Dia Mundial do Doador de Sangue, em Brasília.

Além do fim da restrição aos HSH, a faixa etária foi ampliada dos 16 aos 68 anos (antes a idade mínima exigida dos doadores era de 18 anos, e a máxima de 65). Com isso, o governo federal espera ampliar o volume de sangue coletado no Brasil, que chega a 3,5 milhões de bolsas por ano. A meta para o próximo ano é alcançar 4 milhões de bolsas.

A Portaria nº1.353 substitui a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 153/04 da Anvisa, que até então regulamentava os procedimentos hemoterápicos brasileiros.

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Palavras cruzadas aumentam o raciocínio

De passatempo à estimulante cerebral (Foto: Shana Nazário)

Normalmente as pessoas querem descansar a mente de outros assuntos e utilizam as palavras cruzadas para se distrair, sem pensar primeiramente nos benefícios que terão ao fazer associações para chegar às respostas. Esse passatempo, entretanto, está sendo recomendado por clínicos que tratam pacientes com mal de Alzheimer e na reabilitação cognitiva. A justificativa pela escolha dessa  atividade é que ela exige memória, trabalha a linguagem, a atenção e também planejamento para encaixar as respostas nos espaços determinados.

“Embora a aprendizagem seja mais fácil na infância, o cérebro não para de se desenvolver, mesmo em idade avançada”. É o que diz o neurologista Oliver Sacks que recentemente apresentou em seu artigo, no jornal The New York Times, a capacidade do cérebro de aprender coisas novas. Sacks é citado na edição especial nº 27 da revista Mente e Cérebro, que traz como assunto especial a memória.

Para o neurologista, toda vez que desempenhamos alguma habilidade já conhecida ou aprendemos uma nova, as conexões neurais se reforçam e, ao longo do tempo, os neurônios criam mais conexões com outros neurônios.

O cérebro, assim como os músculos de nosso corpo, precisa ser exercitado e receber estímulos. As palavras cruzadas são uma boa pedida!

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